4 táticas para evitar (ou pelo menos adiar) a sua demissão

Ser demitido nunca será fácil, mas você sofrerá muito mais se a notícia for completamente inesperada. Além de doloroso, o fator surpresa torna o golpe muito mais violento para a sua estabilidade financeira.

O problema é que a maioria das pessoas só se dá conta da iminência do seu desligamento quando já é tarde demais. “Muita gente ignora ou nega os indícios porque não quer sair da sua zona de conforto”, afirma Rafael Souto, CEO da consultoria Produtive. Ao ignorar o fantasma da demissão, porém, você só está desperdiçando tempo e oportunidades de reagir.

Os sinais costumam avançar de fora para dentro. Sua empresa está passando por dificuldades em meio à crise econômica e tem feito repetidas reestruturações e cortes de pessoal? Sinal amarelo, diz Souto. Quando as demissões chegam ao seu departamento e colegas próximos começam a ser dispensados, é preciso aguçar ainda mais os sentidos.

O comportamento do seu gestor também pode dar algumas pistas de que o círculo está se fechando sobre você. “Se você é o próximo da lista, o líder pode começar a tratá-lo de forma mais objetiva, menos carinhosa do que o habitual, porque não quer parecer falso diante de alguém que em breve será demitido”, explica Yuri Trafane, sócio da Ynner Treinamentos.

Cuidado: estar atento aos indícios de uma demissão não significa acreditar em todas as previsões catastrofistas dos seus colegas de trabalho ou sucumbir à melancolia coletiva que costuma contaminar ambientes em crise.

O importante é ser capaz de se antecipar aos acontecimentos e traçar um plano. Na melhor das hipóteses, você poderá evitar o seu desligamento. Na pior, você ao menos ganhará tempo para se organizar financeiramente e adiantar a sua busca por um novo emprego.

Mas como executar essa façanha? Souto e Trafane dão os seguintes conselhos:

1. Chame seu gestor para uma conversa franca

Discutir abertamente as suas suspeitas com o seu chefe é arriscado, mas em certos casos pode evitar o pior. “Peça um feedback para saber se há algum problema no seu comportamento que você pode reverter e, assim, impedir o seu desligamento”, diz Trafane. No mínimo, você passará o recado de que está comprometido e preocupado em melhorar.

Tudo depende, claro, do nível de intimidade que você tem com o seu líder. Se houver confiança entre vocês, e ele admitir que você será o próximo da lista, a conversa pode evoluir para um acordo. “Você pode negociar o prazo para a demissão ou os seus horários de trabalho para ter tempo de fazer entrevistas de emprego, por exemplo”, explica Souto.

2. Pareça ser o que você é

Quer você queira, quer não, vivemos em um mundo de aparências. Não significa que você terá sucesso sendo uma bela embalagem vazia — mas que as suas competências não se sustentam sem alguma dose de marketing pessoal.

“Se o seu emprego está ameaçado, mostre que eles precisam de você”, aconselha Trafane. Não basta trabalhar mais: é preciso divulgar os resultados que você gerou, seja em relatórios e e-mails, seja em conversas ou reuniões. Um profissional competente e produtivo também deve parecer excelente.

3. Posicione-se como parceiro do negócio

Você corre o risco de ser demitido porque as finanças da empresa vão mal? Uma saída é se diferenciar pelo otimismo. Isso porque os pessimistas e queixosos costumam os primeiros na lista de dispensas de uma companhia em crise.

Para Souto, as empresas tendem a manter os funcionários mais colaborativos e positivos do grupo, isto é, aqueles que agem como se também fossem donos do negócio. Ainda que isso não impeça a sua demissão, é possível que você caminhe para o final da “fila” de desligamentos e, assim, ganhe algum tempo para planejar os seus próximos passos.

4. Tente descobrir se você pode ser transferido

Outra tática para atrasar o seu desligamento da empresa é investigar se o seu trabalho pode ser aproveitado em outra área da empresa, que esteja a salvo dos cortes. Assim, mesmo que você seja dispensado do seu departamento original, ainda manterá o seu emprego.

Essa solução costuma dar certo para quem investe em networking interno. “É importante que você seja uma pessoa bem relacionada na empresa como um todo, para saber quais áreas precisam de gente”, explica Souto. Em alguns casos, também ajuda estar atento aos canais de divulgação de vagas da companhia na internet ou em redes sociais como o LinkedIn.

O que você precisa saber para fazer um currículo atraente

Quanto tempo você acha que o profissional de RH dedicará para a leitura do seu currículo?

Antes de responder a esta pergunta, vamos fazer outra análise:

  • Quantos currículos você acha que participam de um processo seletivo?
  • Quantos processos seletivos você acha que um profissional normal de RH conduz ao mesmo tempo?
  • Quantas outras tarefas um profissional de RH administra enquanto ele realiza estes processos seletivos?

Bem, para ajudar nas respostas a estas perguntas, é normal um processo seletivo ter centenas de currículos. Vamos falar aqui algo em torno de 400 a 600 currículos.

Se este profissional de RH estiver conduzindo cinco processos simultâneos, o que é bem comum acontecer, estamos falando de 2.500 currículos em média.

Se você respondeu que ele gasta um minuto por currículo, ele precisará de 2.500 minutos, o que significa mais de 41 horas, ou 5 dias úteis, SÓ LENDO CURRÍCULOS, deixando todas as outras coisas de lado.

Você já pode perceber que isso é totalmente inviável. Então volto com a pergunta: quanto tempo você acha que o profissional de RH irá dedicar para a leitura do seu currículo?

A resposta é múltipla:

  1. Primeiro ele dedicará algo como de 3 a 5 segundos passando o olho rapidamente em seu currículo, procurando pontos que o desagradam para, então, se encontrar estes pontos, descartar seu currículo e prosseguir para o próximo.
  2. No entanto, se nestes 3 a 5 segundos ele não achou nada que o desagrade, ele prosseguirá na leitura do seu currículo, mas novamente muito cético, buscando pontos que o desagradem para descartar seu currículo e ir para o próximo.
  3. Se ele chegou ao fim do currículo com nenhum ponto que o desagrade, e neste caso ele pode ter dedicado mesmo aquele 1 minuto, para isso, então aí ele irá pensar algo assim: “Vale a pena investir mais tempo neste candidato numa entrevista ou processo presencial? Quero conhecer melhor este candidato?”

Pode ser que a resposta dele a estas perguntas seja: “Não, pois muito embora nada tenha desabonado o candidato, não houve atração suficiente para se gastar mais tempo com ele.”

No entanto, queremos que agora o desejo de quem contrata seja: “SIM, quero conhecer melhor este candidato.”

Se isso aconteceu, seu currículo atingiu o objetivo para o que foi feito, que é despertar o interesse de quem contrata a ponto de chamar você para uma entrevista presencial. Seu currículo vendeu bem VOCÊ!

Depois de tudo isso colocado, quais são os pontos que aquele que faz uma análise de currículo precisa ter em mente?

  • O currículo precisa despertar o interesse daquele que contrata naqueles 3 a 5 segundos iniciais;
  • O currículo deve manter o interesse daquele que contrata de modo a ser lido inteiramente ou na sua grande parte;
  • De modo que, após este processo, o recrutador deseje investir mais tempo e conhecer melhor a pessoa que está por trás do currículo.

Pode parecer simples, mas esta é uma tarefa nada fácil.

Por isso, o currículo:

  • Não pode ter muito texto (textos desnecessários, desalinhados e redundantes);
  • Não pode ter pouco texto (textos importantes);
  • Precisa que seu conteúdo esteja muito alinhado com o objetivo profissional;
  • Deve destacar os pontos fortes, os potenciais e os diferenciais competitivos.
  • Tem que ser tudo muito bem escrito;
  • Não pode contar toda a história do candidato, pois precisa despertar o interesse do selecionador em querer saber mais numa entrevista presencial.

Descrevendo suas realizações no currículo

Como descrever as próprias realizações profissionais? O que dizer no currículo sobre elas? Como dizer?

Descrever as próprias realizações profissionais ao longo da carreira nem sempre é uma tarefa fácil. É neste ponto que surgem dúvidas e erros muito comuns, desde erros de português, repetições de conteúdo e parágrafos muito longos até o próprio conteúdo da frase, ora com excesso de informações, ora com menos informações do que seria o ideal.

Textos extensos e excesso de detalhes técnicos que podem até parecer relevantes para você mas não serão compreendidos por quem lê o currículo podem diminuir significativamente as possibilidades de sucesso. Além disso, junto com o seu currículo, talvez sejam analisados centenas ou até mesmo milhares de outros currículos.

O ideal na hora de descrever as experiências é comunicar cada realização profissional com um texto leve, fácil de ler e entender, que ajude o leitor, não importa qual seja a área profissional dele, a entender perfeitamente o que está sendo dito, transmitindo suas principais forças ou diferenciais competitivos, utilizando palavras-chave que retratem suas verdadeiras qualificações técnicas e pessoais e um layout que ressalte seus melhores resultados.

O que escrever

Nessa altura você já relembrou e anotou todas as suas realizações profissionais e já selecionou quais delas são as mais importantes – e se ainda não o fez, leia este artigo aqui sobre o assunto.

Agora é hora de dar uma forma para cada realização. O ideal é que cada realização comunicar que:

a) havia um “problema” ou desafio a superar (exemplos: queda nas vendas da empresa, produtividade, processos com falhas);

b) que você solucionou;

c) a partir de determinada ação, que é a realização em si (exemplos: desenho ou implantação de um novo processo, identificação de melhorias em produtos, etc.);

d) e com isso você obteve um resultado para a empresa (exemplos: aumento no volume de vendas ou de produtividade, processos mais eficientes, maior qualidade no produto ou serviço).

Isso tudo dá uma ideia sobre o que uma descrição de experiência deve conter, mas como fica na prática?

Na prática, escreva frases em torno de 15 a 25 palavras, com a seguinte estrutura:

  • inicie a frase com substantivos que representem a ação realizada da maneira mais positiva possível;

(exemplos: Gerenciamento, Implantação, Elaboração, Aprimoramento, Aceleração, Aumento, Expansão, Organização, Reorganização, Fortalecimento, Liderança, Padronização, Simplificação, dentre outros)

  • descreva a ação em si;

(exemplo: Liderança no projeto de implantação de novos processos de vendas…)

  • resuma o modo como você executou a ação;

(exemplo: …identificando gargalos e falhas, sugerindo melhorias…)

  • conclua a frase com o resultado obtido (numérico ou qualitativo);

(exemplos: “…obtendo aumentos significativos no volume de negócios e maior satisfação dos clientes” ou “…obtendo aumento de 30% nas vendas no primeiro mês após a implantação” )

No final, conforme os exemplos de realizações dados acima, você terá uma frase com a seguinte estrutura:

Liderança na implantação de novos processos de vendas, identificando falhas e melhorias, obtendo sucessivo aumento no volume de negócios desde o primeiro mês de implantação.

Ou seja, nesta frase, o profissional tinha um desafio a enfrentar (aumento nas vendas), que ele superou ao liderar a implantação de novos processos, promovendo melhorias que levaram ao resultado esperado.

Veja alguns tipos de resultados que podem ser descritos, como sugestão, para diversas áreas profissionais:

Administração e área financeira

  • economia financeira para a empresa
  • redução de custos
  • melhorias em processos em geral

Vendas

  • aumento do volume de vendas
  • melhorias nos processos de vendas com o cliente

Produtos e serviços

  • aumento de qualidade dos produtos e serviços
  • aumento de produtividade
  • diminuição de prazos de entrega e/ou de conclusão de atividades

Recursos Humanos

  • redução de turnover
  • retenção de talentos para a empresa
  • economia em processos de desligamento e audiências de rescisão contratual
  • melhorias no clima organizacional
  • diminuição dos prazos nos processos de recrutamento e seleção
  • aumento da qualidade das contratações

Marketing

  • aumento de vendas
  • desenvolvimento de novos produtos
  • atração de novos clientes e retenção dos antigos
  • ampliação do Market share

Área jurídica

  • geração de economia em acordos trabalhistas
  • renegociação de contratos
  • economia a partir de revisão e planejamento tributário

Compras

  • economia nos processos de compras
  • economia na identificação de novos fornecedores

Tecnologia da informação

  • desenvolvimento e implantação de sistemas que geraram economia e/ou eficiência, produtividade e qualidade em processos da empresa
  • migração de sistemas antigos para novos, alinhando a empresa com o mercado
  • integração de sistemas e processos de negócios com empresas, clientes e fornecedores

Profissionais de todas as áreas podem falar em resultados

Para algumas áreas profissionais é mais fácil falar em resultados obtidos, pois para elas há números que apoiam a descrição de resultados. Para outras, nem sempre os resultados são quantificáveis em números. Mas aqui vai uma observação: lembre-se que você, melhor do que ninguém, é quem pode falar sobre resultados em sua própria área profissional, e saiba que a maioria das pessoas que também trabalham na sua área terão o mesmo desafio e talvez as mesmas dificuldades em falar sobre resultados específicos de sua própria área.

Não se esqueça: se você é um profissional que, como muitos, afirma ter “foco em resultados”, prepare-se para falar sobre resultados com total autoridade sobre o assunto!

Como fazer um bom currículo?

Você já deve ter lido centenas de textos e guias sobre como elaborar um bom currículo, mas aqui estão algumas dicas que com certeza são novas para você e vão ajudar a deixar seu currículo ainda melhor!

Primeiro é importante que você saiba quais são os principais objetivos de um currículo:

1. Atrair a atenção do RH

Em meio a milhares de currículos que o selecionador de RH recebe todos os dias, fazer com que ele se interesse exatamente pelo SEU currículo é o primeiro passo.

2. Manter o selecionador interessado na leitura

Após despertar o interesse do selecionador de RH pelo seu currículo, você precisa fazer com que ele continue querendo ler seu currículo até o fim.

3. Ser convocado para a entrevista

Após o selecionador de RH ter lido totalmente o seu currículo, você só será convocado para a entrevista se o selecionador tiver tido uma boa impressão e gostar do que leu. Se suas experiências estiverem condizentes com seus objetivos profissionais, se o currículo está bem escrito, sem erros de português, entre muitos outros fatores que vou comentar neste post.

Considere esta maneira de encarar o seu currículo:  ele nada mais é que seu material publicitário, que vende um produto principal: você mesmo! O material deve ser elaborado como um folder ou folheto promocional, destacando o que o você tem de melhor e suas principais forças.

Pensando nisso, sugerimos uma forma bastante prática para construir um bom currículo.

Primeiramente vamos dividir o currículo em duas partes:

  1. Identificação, dados pessoais e dados de contato
  2. Dados de formação e da sua vida profissional

A primeira parte é bem simples e fácil. Vamos deixar o nome sozinho, numa linha e escrevê-lo com fonte número 12.

Abaixo do nome colocaremos os outros dados, divididos em duas colunas, uma alinhada à esquerda e outra à direita. Vamos utilizar aqui fonte número 10.

Faça uma linha de divisão entre a parte 1 e 2 e vamos agora para a segunda parte.

Comece a segunda parte com seu Objetivo Profissional. Ele deverá estar sozinho na linha e ser escrito com uma fonte maior do que a do seu nome. Vamos utilizar aqui o tamanho 14 para fonte.

Agora, vamos subdividir estes próximos textos em cinco grandes grupos:

  • Grupo 1:  Principais Qualificações
  • Grupo 2: Formação e Experiências profissionais
  • Grupo 3: Idiomas, cursos e informática
  • Grupo 4: Prêmios, viagens e trabalhos voluntários
  • Grupo 5: Observações ou Informações Adicionais

Relembrando os três objetivos que o currículo precisa atingir e fazendo um paralelo com o que já dissemos até agora:

  • As informações do Grupo 1  servem para atrair a atenção do selecionador para o seu currículo e criar nele a vontade de continuar lendo.
  • Os outros grupos (de 2 a 5) são relacionados ao objetivo número 2, que é manter a atenção do selecionador, e a ordenação destes grupos serve para apresentar as informações de acordo com a relevância de cada assunto. As informações mais relevantes aparecem primeiro. Com isso, continuamos mantendo a atenção do selecionador para a leitura total do currículo.
  • Por fim, a informação que estiver contida no currículo e a forma como esta foi escrita é que despertará, ou não, o interesse do selecionador para chamá-lo a uma entrevista presencial.

A ilustração abaixo demonstra a estrutura básica de um currículo:

Imagem Post - 2014

Coloque no Grupo 1 seus pontos mais fortes, pode ser sua formação, ou uma de suas experiências profissionais, ou um prêmio importante, uma viagem, enfim, qualquer coisa que esteja muito alinhada com o seu objetivo profissional e que seja muito relevante para o cargo pretendido.

Já nos grupos 2, 3 e 4, você pode alterar a ordenação das informações que estão dentro de cada grupo. Por exemplo, no Grupo 1, se você tiver pouca experiência profissional e uma boa formação, deixe a Formação em primeiro lugar e a experiência em segundo. Já, se você tiver mais idade e sua experiência profissional for bastante relevante, coloque as experiências profissionais primeiro e só depois, a sua formação acadêmica.

Faça o mesmo com os outros grupos, ordene-os internamente de acordo com as suas informações mais relevantes.

Veja um exemplo de um currículo construído com este formatohttp://curriculo.com.br/exemplo

Se desejar expor seu currículo da mesma forma como o currículo acima apresentado, clique aqui.

Com um currículo bem estruturado suas chances para ser convocado para a entrevista, aumentam.

Foi chamado? Parabéns! Seu currículo cumpriu a sua função.

Agora aproveite este encontro presencial com o selecionador, venda corretamente seu produto (você!) e conquiste seu novo emprego.

Boa sorte!

;-)

Curiosidades sobre o Curriculum Vitae

Antes de começarmos com uma série de posts sobre como montar um currículo, você sabe de onde veio a palavra “currículo”?

As primeiras menções de que se tem notícia do ato de se registrar competências e feitos aparecem no antigo Egito. Há cerca de 3.500 anos, artistas e estudiosos já relatavam seus feitos em papiro ou pedra.

“Curriculum” vem do latim “Curriculum Vitae”, que quer dizer “história escrita da vida”. Uma curiosidade: o plural de “Curriculum” é “Curricula”, e não “Curriculuns”, por ser uma palavra do latim, que  em alguns casos exige “-a” no final da palavra para formar o plural.

Mesmo sendo chamado por muitos por apenas “CV”, seu nome em língua portuguesa passou a ser “currículo”, e este sim é flexionado no plural à nossa maneira (“currículos”).

Vejamos como alguns dicionários e enciclopédias se referem a ele:

Michaelis – cur.ri.cu.lum vi.ta.e sm (lat) – Conjunto de dados pessoais, educacionais e profissionais de quem se candidata a um emprego ou a um curso de pós-graduação de uma universidade.

Universal – curriculum vitae   (Lat.) s. m. – carreira da vida (indicações biográficas, acadêmicas e profissionais).

Aurélio – curriculum vitae   [Lat., ‘carreira da vida’.] – Conjunto de dados concernentes ao estado civil, ao preparo profissional e às atividades anteriores de quem se candidata a um emprego, a um concurso, etc. [Pl.: curricula vitae.]

Barsa Planeta – Curriculum Vitae: – Conjunto de dados concernentes ao estado civil, ao preparo profissional e as atividades anteriores de quem se candidata a um emprego, a um concurso, etc.

Michaelis executive – curriculum vitae. – Breve relato escrito da história passada de uma pessoa, geralmente usado para apoiar um pedido de emprego. Poderia ser sinônimo de (résumé).  résumé. – Termo francês equivalente a “resumo”, que é uma breve listagem de um candidato a emprego, relativo à sua experiência de trabalho, educação, dados pessoais e outras informações pertinentes.

Mais curiosidades

Há apenas 20 anos, os padrões de um bom currículo eram bem diferentes do que vemos hoje. O currículo padrão era composto por mais de quatro folhas, trazendo informações como números dos documentos, formação escolar desde o primário, explicações detalhadas sobre cada cargo exercido, motivos de saída de cada empresa e a assinatura do profissional, inclusa logo abaixo de uma frase do tipo:

“As informações aqui contidas são totalmente verdadeiras, e dou fé respondendo sob pena da lei pela não veracidade das mesmas.”

Em outros países

A cultura de cada país influencia a elaboração de um currículo.  Vamos citar três exemplos, tendo em foco apenas o número de páginas:

  • No Brasil utilizamos atualmente, no máximo, duas páginas;
  • Nos Estados Unidos o currículo é chamado de “Resume” e normalmente se encontra resumido numa única página;
  • Já na Europa, o currículo pode ter três ou mais páginas.

Nos próximos posts, dedicaremos uma série de artigos sobre como fazer um bom currículo e como cuidar bem de cada um de seus itens.

Até lá!

Saiba o que dizer sobre seu perfil profissional

Você já deu os primeiros passos para a sua recolocação, já colocou sua cabeça no lugar, planejou suas finanças, já conversou com a família sobre o momento. Qual o próximo passo?

Agora você vai começar a pensar em como vender bem seu melhor produto: você mesmo! Para isso, é necessário que você invista tempo no seguinte exercício, que vai ajudar você nessa tarefa:

Relembre tudo o que você já fez

Você já fez este exercício alguma vez? Ele é VITAL para você ter sucesso ao se recolocar, por um motivo: só você sabe, como mais ninguém, tudo o que você pode oferecer como colaborador de uma empresa.

Para as empresas contratarem você, elas precisarão ter certeza de que você dá conta do recado. Para elas terem essa certeza, você terá de convencê-las disso em vários momentos:

  • Quando elas lerem seu currículo ou uma carta de apresentação;
  • Quando elas conversarem com você por telefone, chat ou outro meio;
  • Quando você conversar com pessoas com poder de decisão sobre contratações;
  • Quando você conversar com pessoas da sua rede de contatos;
  • Quando você estiver em entrevistas.

Em todos estes momentos, você precisará ter, na ponta da língua, um resumo sobre seu perfil como profissional e suas melhores realizações profissionais. Para isso, é necessário relembrar cada uma de suas realizações profissionais, cursos de formação ou complementares que fez e quais valores eles agregaram à sua carreira e seus atuais objetivos, conhecimentos técnicos adquiridos, habilidades em informática importantes para sua atuação profissional e todas as vivências e realizações em sua carreira e formação.

Então, veja como esse exercício é importante! Ele é a matéria-prima para você saber o que dizer nas entrevistas, no currículo, em cartas de apresentação e em contatos pessoais!

Anote tudo o que lembrar

Ao relembrar tudo o que você já fez, vá anotando. Anote tudo mesmo!

Neste primeiro momento, não se preocupe se você lembrar de alguma realização que não pareça importante. Ainda não é o momento de julgar a importância de cada realização em sua carreira. Mas procure relembrar, em especial, as realizações que trouxeram resultados positivos para as empresas em que você trabalhou (por exemplo, maior qualidade em produtos, processos ou serviços na empresa, aumento de lucratividade, redução de custos, economias, redução de prazos para a execução de tarefas, serviços ou entrega de produtos, redução dos prazos das entregas realizadas por sua área, dentre muitas outras possibilidades). Passe para a próxima etapa apenas quando não lembrar de mais nada.

Fixando suas características pessoais e competências

Anote também, separadamente, suas características pessoais predominantes. Descreva quem você é em dez ou vinte adjetivos. Depois, você poderá reler e identificar forças que vão te ajudar e fraquezas que você deve trabalhar.

Faça também, à parte, uma lista de suas competências mais fortes: seus conhecimentos técnicos e habilidades, em especial aqueles que estejam mais relacionados aos seus atuais objetivos e à área de atuação profissional em que você deseja trabalhar.

Selecione suas melhores realizações

Com tudo anotado, fica mais fácil agora escolher quais das realizações que você relembrou são as mais importantes para os seus atuais objetivos profissionais, e quais conhecimentos e habilidades poderão ser mais úteis para os seus futuros empregadores ao desempenhar cargos dentro dos seus objetivos.

Destaque no papel quais são estas realizações e tente colocar uma ordem numérica do que é mais importante e o que é menos importante.

Com isso você poderá redescobrir pontos fortes em sua carreira e seu perfil, muito além das tarefas de rotina, como por exemplo:

  • A importância de seu papel em alguma tarefa ou projeto;
  • Sua liderança em projetos e equipes;
  • Melhorias que você levou a um determinado processo;
  • Economias que você promoveu para a empresa ao implantar ou aprimorar algum processo;
  • Resultados que você obteve para a empresa, sejam quantitativos ou qualitativos;
  • Conhecimentos em pontos estratégicos da sua área profissional.

Tudo isso também pode ajudar a você mesmo valorizar sua própria autoestima. Você irá perceber quantos desafios já enfrentou e venceu, quantas pessoas de relacionamento difícil já conseguiu conquistar, quantas situações inusitadas já viveu, quais suas mais importantes aptidões. Além disso, você ampliará sua própria consciência sobre todos os aspectos que poderão ou não compor o seu currículo, além de mentalizar a experiência já vivenciada. Isso ajudará a se apresentar profissionalmente em entrevistas e outras situações.

Guarde todas estas informações por escrito com carinho e já comece a trabalhar mentalmente as melhores maneiras de comunicá-las aos seus futuros empregadores em cartas de apresentação, currículos, entrevistas e reuniões, de modo que eles compreendam claramente quem você é, o que você faz de melhor e quais os conhecimentos que você tem, suas características pessoais e profissionais e os resultados que você já obteve para seus empregadores anteriores.

Você poderá retomar este processo a qualquer momento nas etapas posteriores da sua recolocação.

Reúna mais dados sobre você: formação, passagens em empresas e cargos, datas

Além de todas as informações que você reuniu sobre suas realizações, lembre-se que, para saber o que dizer sobre você mesmo, especialmente na hora de elaborar seu currículo completo, você vai precisar de dados como:

– Empresas em que você trabalhou;

– Datas em que você permaneceu em cada cargo exercido nestas empresas;

– Sua formação: instituições, cursos realizados nelas, assim como datas de conclusão dos cursos;

– Cursos complementares: escolas, nomes dos cursos, datas de conclusão, carga horária.

Talvez haja ainda os trabalhos de faculdade e/ou extracurriculares, monitorias, palestras, seminários e outras atividades que poderão acrescentar um conteúdo precioso a essa massa de informações inicial em nosso trabalho. Não se esqueça de seus trabalhos voluntários e atividades de ação social.

Parece que dá bastante trabalho fazer tudo isso, certo? Sim, mas não se esqueça: procurar trabalho é um trabalho. Trate o processo da maneira mais profissional possível e não pule esta etapa.

É provável que todas estas informações resultem em várias páginas, mas não se preocupe, o objetivo é esse mesmo. Nesta fase não sintetize nada, preocupe-se apenas em resgatar tudo o que já fez.  Depois é que você selecionará o que deve ou não entrar num currículo, o que deve ou não ser dito numa carta de apresentação, numa apresentação pessoal ou numa entrevista.

Depois de concluir esta tarefa, você terá praticamente tudo o que precisa para a próxima etapa, que é lapidar as informações que você reuniu e descrever da melhor forma possível cada informação que deve constar em sua apresentação pessoal, seja em entrevistas ou contatos pessoais, seu currículo e as cartas de apresentação que você escrever.

Mas este assunto fica para outro post aqui no nosso Manual da Recolocação Profissional!!

Meios para divulgar você mesmo na busca de emprego

Uma das etapas da procura por um novo emprego envolve a produção de material para divulgar seu produto principal: você mesmo! Este é o momento em que você trabalha como se fosse uma agência publicitária, criando material para divulgar uma boa imagem do seu produto, com o objetivo de convencer os compradores (pessoas do seu networking, selecionadores, entrevistadores e pessoas com poder de decisão nas contratações) de que seu produto atende bem às necessidades do cliente (a empresa que poderá contratá-lo).

Em artigo anterior aqui no Manual da Recolocação, já orientamos você a reunir todas as informações sobre sua carreira para antes de você produzir estes materiais. Você não utilizará todas elas, mas selecionará as principais, que falem bem de seu produto e que sejam úteis para os seus atuais objetivos profissionais.

Neste artigo, vamos resumir cada material de divulgação que você precisará preparar para se divulgar às empresas e ao seu networking. Cada um destes materiais merecerá muitos posts dedicados inteiramente a eles no nosso Manual da Recolocação Profissional.

Currículo

O que é

É o mais “óbvio” dos materiais de divulgação, o primeiro em que todo mundo pensa na hora de buscar emprego. É um resumo sobre seu histórico profissional, que mostra basicamente em que cargo e área você deseja trabalhar atualmente – seu objetivo profissional – sua formação, cursos e suas mais importantes qualificações e realizações, que demonstrem da melhor maneira possível que você está plenamente apto para trabalhar no cargo que ele pretende.

Para que serve

A finalidade básica é despertar o interesse de um selecionador para uma entrevista com você. Simples assim! Ninguém consegue emprego somente com um currículo, mas consegue atrair o interesse de alguém que está selecionando pessoas para uma vaga, para aí participar de um processo presencial. Portanto, o conteúdo do currículo deve ser interessante para estas pessoas, a ponto de sentirem a necessidade de conversar com você antes de decidir qual profissional preencherá a vaga.

Quando você irá utilizar

– Para responder a anúncios de vagas, seja na Internet, em sites de empregos como a Curriculum.com.br, seja em jornais impressos ou outros meios;

– Para divulgar seu perfil na Internet, por exemplo, em páginas pessoais e redes sociais;

– Para distribuir às pessoas de sua rede de contatos quando necessário, sempre com o objetivo de fazer com que ele chegue a pessoas com poder de decisão na contratação de profissionais como você;

– Eventualmente para levar com você a processos seletivos presenciais, pois a empresa pode solicitar um currículo atualizado, e você deve estar preparado. Jamais seja pego de surpresa! Além disso, você pode personalizar este currículo especialmente para aquela vaga, destacando os pontos fortes de sua carreira que melhor atendam às necessidades daquela vaga ou empresa em questão.

Carta de apresentação

O que é

É uma carta que apresenta seu perfil profissional em resumo, contendo os pontos sobre o seu perfil, destinada preferencialmente de maneira mais personalizada possível para uma pessoa em uma determinada empresa que você ainda não conhece pessoalmente, mas que você identificou como um possível contratante, isto é, alguém que tem poder de decisão ou influência naquela empresa para contratar profissionais com o seu perfil.

Para que serve

– Para prospectar oportunidades em empresas de seu interesse, mesmo que ainda não tenham uma vaga anunciada com o seu perfil;

– Para despertar o interesse de pessoas com poder de contratação sobre o seu perfil, especialmente aquelas a quem você chegou a partir de sua rede de contatos;

– Para converter o interesse dessas pessoas, por exemplo, em possíveis encontros, almoços ou reuniões para troca de informações e, quem sabe, falar sobre oportunidades de emprego para você.

Quando você irá utilizar

– Quando tiver informações mais específicas sobre como você pode ser especialmente útil a uma empresa e puder utilizar essa informação na carta para atrair o interesse do destinatário;

– Quando você identificar pessoas com poder de contratação numa empresa de seu interesse, de preferência a partir de seu próprio networking, e desejar estabelecer um contato com elas.

Características especiais da carta

Assim como o currículo, a carta de apresentação merece artigos inteiros à parte aqui no nosso Manual da Recolocação. Mas, em resumo, a carta de apresentação ideal contém os seguintes itens:

– Breve apresentação sobre você e seu perfil profissional (breve mesmo!);

– Alguma informação relacionada à sua própria área profissional que seja relevante para o negócio da empresa à qual você dirige a carta, que possa estimular o destinatário a querer conversar com você;

– Sua disponibilidade para um contato mais pessoal.

A carta de apresentação envolve bastante trabalho: networking para se chegar às pessoas com quem você quer falar, pesquisas sobre a empresa, seus negócios, cultura organizacional, necessidades atuais e desafios, sobre a pessoa com poder de contratação (nome, cargo e qual a esfera de influência da pessoa nas contratações) e especialmente sobre o que a empresa espera de candidatos.

Apresentação pessoal

O que é

É a sua primeira comunicação ao se apresentar pessoalmente às pessoas de sua rede de contatos ou pessoas que você conhecer ao longo do processo e que possam te levar a oportunidades ou novos contatos.  É um discurso de no máximo X segundos, que você precisará ter, na ponta da língua, sobre quem é você e o que você faz de melhor. Você precisará treinar este discurso sem decorá-lo, até soar com naturalidade.

Para que serve

– Para comunicar de maneira clara e correta seu perfil profissional, suas principais qualidades e interesses profissionais, sem tomar tempo demais de seus ouvintes;

– Para causar uma excelente primeira boa impressão a quem você se apresentar.

Quando você irá utilizar

– Em seus primeiros contatos com pessoas que você tem interesse em adicionar ao seu networking.

Como já dissemos, assim como o currículo e a carta de apresentação, sua apresentação pessoal merecerá artigos à parte em nosso manual.

Até os próximos artigos!

Procurar trabalho é um trabalho

O jeito mais correto de buscar um emprego é encarar essa atividade como um trabalho: é necessário um expediente, um local de trabalho e rotinas diárias para acompanhar ou executar o andamento de todo o processo.

Dedique seu tempo como um expediente

Quanto mais tempo você dedicar ao seu processo, mais chances você terá. Para quem está sem emprego no momento, o ideal é 8 horas diárias, 40 horas por semana. E sim, você pode fazer seus intervalos. Eles podem ajudar a estimular sua criatividade, energia e autoestima. No mais, o expediente ajuda você a ter seu tempo para as providências na busca de emprego e ter seu tempo para o convívio em família e as atividades sociais de lazer, que também é muito importante manter.

Mas atenção: empregue a energia correta nesse tempo, planejando corretamente como você utilizará o tempo para cada atividade.

Planeje uma rotina diária

Devem fazer parte da sua rotina diária contatos com pessoas que podem ajudar a chegar mais perto do emprego, reuniões com estas pessoas, ligações para empresas-alvo, buscando oportunidades, envio de currículos e cartas de apresentação, dentre outras tarefas. É uma verdadeira campanha de marketing, em que o produto que você está vendendo é você mesmo!

Rotinas e armadilhas a evitar

No seu expediente em busca pelo emprego, você pode ter intervalos programados, mas evite distrações em excesso. Ligar a TV ou ficar nas redes sociais e na Internet podem ser grandes vilões. Evite gastar muito tempo com eles durante seu expediente na busca por um trabalho.

Planeje suas finanças durante a busca por emprego

Todos que passam pela busca de um novo emprego têm que continuar lidando com as contas a pagar. Esse ponto sempre gera ansiedade. Então, como lidar?

Para quem está sem emprego, planejar as despesas é a melhor opção. Já dissemos antes: o momento pede atitudes racionais. E as finanças devem ser racionalizadas também. Veja como:

Converse com a família

Em casos de demissão, é muito importante conversar com familiares e contar o ocorrido no mesmo dia em que receber a notícia. De imediato, peça o apoio e a compreensão de todos.

É importante colocar a cabeça no lugar, como já dissemos antes, e logo reunir a família, expor o momento de transição e que ele pode exigir que todos ajudem um pouco no controle de gastos, com pequenas ações que todos podem fazer, como por exemplo:

  • evitar compras por impulso ou que podem esperar;
  • preparar refeições em casa, evitando restaurantes;
  • desligar a luz quando não for usá-la;
  • tomar banhos mais rápidos;
  • até mesmo reduzir a pizza… etc.

Mostre que todos podem contribuir durante um momento que vai passar, e que você vai trabalhar para isso! Contagie a família com confiança, mas mostre que o momento exige pequenos cuidados que, somados, ajudam a atravessar o momento com mais tranquilidade. Envolva a família sempre de maneira positiva. Já dissemos antes: o copo deve estar sempre meio cheio! Explique que os tempos mudaram e que, atualmente, um processo de recolocação requer um trabalho intenso na busca de oportunidades, envolvendo vários contatos com diversos profissionais, e que você precisará da ajuda de todos para ampliar sua rede de contatos. Conquiste o apoio da família, inclusive para ajudar você em algumas tarefas que aparecerão durante o processo. E aproveite para conversar sobre o orçamento familiar e as economias necessárias para o momento.

Caso o orçamento doméstico se torne uma questão difícil, você deverá entender que seus familiares também se sentem aflitos e sob pressão. Portanto, seja também compreensivo nos momentos em que os ânimos se alterarem. Mas lembre-se: suas ações – e não palavras – e o modo como você se posiciona perante o problema são os fatores que trarão maior positividade ao ânimo de sua família. Agindo desta forma, certamente você poderá contar com a colaboração total de seus entes queridos.

Faça uma lista de despesas domésticas e familiares

É interessante obter algum conforto ao descobrir que você consegue reduzir algumas despesas. Para isso, você precisa saber onde seus recursos são gastos para poder, quando possível, reduzir o que é acessório ou desnecessário.

O ideal é você colocar suas despesas numa planilha para entender quais são seus custos fixos e identificar quais custos podem ser reduzidos. Se você não tem um editor de planilhas, saiba que existem várias versões gratuitas na Internet. Outra dica: existem vários aplicativos gratuitos para celular dedicados ao controle de despesas.

Não se esqueça de incluir nenhuma despesa mensal: água, luz, telefone, aluguéis, impostos, seguros de vida e de saúde, etc. Não despreze sequer os pequenos gastos diários ou semanais. Inclua diariamente todos os seus gastos na planilha durante um mês.

Após determinar que despesas você pode reduzir, você terá uma ideia de quanto tempo durarão os recursos que você tem, para ter uma visão sobre os seguintes assuntos:

  • Que outras fontes alternativas de renda você pode ter (trabalhos temporários, aplicações, venda de um bem, empréstimos com parentes)?
  • Reduzidos os custos, por quanto tempo seus recursos durarão?

Sim, é necessário encarar esta realidade. Mascará-la é tapar o sol com a peneira. Mas por mais assustador que possa parecer o prazo que você encontrar, é importante que você o conheça, pois ele ajudará a alinhar suas expectativas. Prazos mais curtos para se recolocar exigirão maior flexibilidade de sua parte para aceitar oportunidades que, mesmo que não sejam as ideais, ajudarão a manter suas contas equilibradas. E não se esqueça de que o melhor momento para se buscar um novo emprego é enquanto se está empregado.

Fuja dos juros, principalmente dos mais altos

Procure pagar todas as suas despesas à vista, evitando também atrasos e multas. Se você tem cartão de crédito e achou que é uma boa ideia utilizá-lo para fazer dívidas, mude já isso. As taxas de cartões de crédito são geralmente as mais altas do mercado. Se você já tem alguma dívida em cartão de crédito, procure entrar em contato com um gerente de seu banco e verifique a possibilidade de converter a dívida do cartão em outras formas. Juros de cheque especial e empréstimos pessoais costumam ser bem menores. Mas o ideal, sempre que possível, é fugir dos juros SEMPRE, sejam eles altos ou baixos. Portanto, o ideal mesmo é quitar dívidas se possível e eliminar os juros de suas despesas. Como nem sempre é possível, busque renegociações e juros menores sempre que possível.

A vida continua!

Não pense que, com tudo isso, você deve paralisar sua vida social. Pelo contrário, seus amigos, parentes e demais pessoas com quem você costuma se encontrar, por exemplo, em bares e restaurantes, poderão ser essenciais para a estruturação de seu networking pessoal. Assim, procure alternativas para continuar encontrando pessoas de suas relações.

Se possível, busque fontes alternativas de renda, mas tome cuidado: há muitas ofertas de trabalho alternativo no mercado que nada fazem a não ser tomar seu tempo e até mesmo seu próprio dinheiro.

O hábito da economia e atenção aos gastos domésticos será útil durante e após sua recolocação no mercado de trabalho. Cuidar bem dos recursos financeiros disponíveis para você o ajudará a manter sua autoconfiança e seu senso de planejamento, pontos que sem dúvida poderão valorizar você diante das empresas em processos de seleção.

Setor de dispositivos médicos tem recuo, mas emprego ainda cresceu no primeiro trimestre deste ano

A crise econômica vivida no Brasil por diversos setores chegou ao segmento de dispositivos médicos (DMAs). É o que indicam os números levantados pela Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde, ABIIS, relativos ao primeiro trimestre de 2016.

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), do IBGE, a produção industrial de instrumentos e materiais para uso médico e odontológico e artigos ópticos, apresentou queda de 11,21% no primeiro trimestre de 2016, em relação ao mesmo período de 2015. No acumulado de 12 meses, o recuo chegou a 4,7%.

O índice de consumo aparente de DMAs, que procura refletir o comportamento geral do mercado brasileiro de dispositivos médicos, apresentou o seguinte desempenho: um recuo de 14,2% no primeiro trimestre de 2016, se comparado a igual período de 2015. Na comparação de 12 meses, a queda é de 13,1%.

De acordo com José Márcio Cerqueira, diretor executivo da ABIIS, “esse recuo se deve ao desemprego de um modo geral que provocou a evasão de trabalhadores da saúde suplementar e consequente queda nas compras privadas. A queda na arrecadação agravou esse quadro, causando atrasos em pagamentos e compras de produtos para a saúde em estados e municípios”.

Empregos no setor

Com relação ao volume de empregos gerados pelo setor, o saldo ainda é positivo. Dados do CAGED, do Ministério do Trabalho e Previdência Social apontam que 194 novos postos de trabalho foram gerados nas atividades industriais e comerciais no primeiro trimestre deste ano, alcançando um contingente de 135.766 trabalhadores nesta atividade. Porém, nos últimos doze meses, verifica-se uma queda de 2,4%, percentual que significa a perda de 3.320 postos de trabalho.

Para o diretor executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira, esse recuo do setor já era esperado. “Se ocorre desaquecimento no setor, com queda nos índices econômicos, é natural que haja demissões, contudo, se avaliarmos o cenário geral, o índice não é tão ruim”.

Quanto ao volume de empregos, Cerqueira observa que “o segmento de dispositivos médicos emprega pessoas com alta qualificação e não é raro ouvir das empresas que as mesmas têm dificuldades em encontrar no mercado profissionais preparados, o que sinaliza que existem vagas não preenchidas”, finaliza.

Comércio Internacional de DMAs

No primeiro trimestre de 2016, o setor de DMAs acumulou um valor de U$ 1,2 bilhão de importações, com uma queda de 14,5% frente ao mesmo período de 2015, em todos os grupos de produtos, enquanto no período de doze meses a queda alcançou 16,3%.

Já as exportações atingiram um total de US$ 179,6 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representou um recuo de 21,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Website: http://www.abiis.org.br

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