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4 táticas para evitar (ou pelo menos adiar) a sua demissão

Ser demitido nunca será fácil, mas você sofrerá muito mais se a notícia for completamente inesperada. Além de doloroso, o fator surpresa torna o golpe muito mais violento para a sua estabilidade financeira.

O problema é que a maioria das pessoas só se dá conta da iminência do seu desligamento quando já é tarde demais. “Muita gente ignora ou nega os indícios porque não quer sair da sua zona de conforto”, afirma Rafael Souto, CEO da consultoria Produtive. Ao ignorar o fantasma da demissão, porém, você só está desperdiçando tempo e oportunidades de reagir.

Os sinais costumam avançar de fora para dentro. Sua empresa está passando por dificuldades em meio à crise econômica e tem feito repetidas reestruturações e cortes de pessoal? Sinal amarelo, diz Souto. Quando as demissões chegam ao seu departamento e colegas próximos começam a ser dispensados, é preciso aguçar ainda mais os sentidos.

O comportamento do seu gestor também pode dar algumas pistas de que o círculo está se fechando sobre você. “Se você é o próximo da lista, o líder pode começar a tratá-lo de forma mais objetiva, menos carinhosa do que o habitual, porque não quer parecer falso diante de alguém que em breve será demitido”, explica Yuri Trafane, sócio da Ynner Treinamentos.

Cuidado: estar atento aos indícios de uma demissão não significa acreditar em todas as previsões catastrofistas dos seus colegas de trabalho ou sucumbir à melancolia coletiva que costuma contaminar ambientes em crise.

O importante é ser capaz de se antecipar aos acontecimentos e traçar um plano. Na melhor das hipóteses, você poderá evitar o seu desligamento. Na pior, você ao menos ganhará tempo para se organizar financeiramente e adiantar a sua busca por um novo emprego.

Mas como executar essa façanha? Souto e Trafane dão os seguintes conselhos:

1. Chame seu gestor para uma conversa franca

Discutir abertamente as suas suspeitas com o seu chefe é arriscado, mas em certos casos pode evitar o pior. “Peça um feedback para saber se há algum problema no seu comportamento que você pode reverter e, assim, impedir o seu desligamento”, diz Trafane. No mínimo, você passará o recado de que está comprometido e preocupado em melhorar.

Tudo depende, claro, do nível de intimidade que você tem com o seu líder. Se houver confiança entre vocês, e ele admitir que você será o próximo da lista, a conversa pode evoluir para um acordo. “Você pode negociar o prazo para a demissão ou os seus horários de trabalho para ter tempo de fazer entrevistas de emprego, por exemplo”, explica Souto.

2. Pareça ser o que você é

Quer você queira, quer não, vivemos em um mundo de aparências. Não significa que você terá sucesso sendo uma bela embalagem vazia — mas que as suas competências não se sustentam sem alguma dose de marketing pessoal.

“Se o seu emprego está ameaçado, mostre que eles precisam de você”, aconselha Trafane. Não basta trabalhar mais: é preciso divulgar os resultados que você gerou, seja em relatórios e e-mails, seja em conversas ou reuniões. Um profissional competente e produtivo também deve parecer excelente.

3. Posicione-se como parceiro do negócio

Você corre o risco de ser demitido porque as finanças da empresa vão mal? Uma saída é se diferenciar pelo otimismo. Isso porque os pessimistas e queixosos costumam os primeiros na lista de dispensas de uma companhia em crise.

Para Souto, as empresas tendem a manter os funcionários mais colaborativos e positivos do grupo, isto é, aqueles que agem como se também fossem donos do negócio. Ainda que isso não impeça a sua demissão, é possível que você caminhe para o final da “fila” de desligamentos e, assim, ganhe algum tempo para planejar os seus próximos passos.

4. Tente descobrir se você pode ser transferido

Outra tática para atrasar o seu desligamento da empresa é investigar se o seu trabalho pode ser aproveitado em outra área da empresa, que esteja a salvo dos cortes. Assim, mesmo que você seja dispensado do seu departamento original, ainda manterá o seu emprego.

Essa solução costuma dar certo para quem investe em networking interno. “É importante que você seja uma pessoa bem relacionada na empresa como um todo, para saber quais áreas precisam de gente”, explica Souto. Em alguns casos, também ajuda estar atento aos canais de divulgação de vagas da companhia na internet ou em redes sociais como o LinkedIn.

Ainda não tem um plano de carreira? Veja 6 dicas para elaborar o seu

Plano de carreira é conhecido como um benefício dado pela empresa a seus funcionários. Com ele, o profissional pode saber por quais etapas passará na hierarquia corporativa e quanto tempo ficará em cada uma delas, além das competências esperadas dele.

Mas, segundo especialistas em RH consultados pelo UOL, essa ideia formal do que é um plano de carreira está caindo em desuso.

“Essa visão, de entrar na empresa como estagiário e sair presidente, é obsoleta, fora de moda”, afirma a especialista em coaching Fernanda Dall’Anese. “Às vezes acontece de trilhar um caminho brilhante e chegar a esse ponto, mas é raro. O mais comum é se acomodar, achar que a empresa vai resolver a carreira dele e se decepcionar”.

Isso está ligado às mudanças no mercado de trabalho. Se o objetivo profissional de gerações anteriores era ganhar uma chance em uma grande empresa e construir uma carreira sólida e estável, os novos profissionais querem mais mudanças.

Eles passam menos tempo em cada companhia e estão mais dispostos a riscos, aceitando trabalhar em empresas novas, menores ou mesmo abrindo o próprio negócio.

Mesmo assim, o planejamento é visto como um passo importante para atingir os objetivos que deseja. “Se você não planeja o que fazer para chegar lá, a chance diminui e o caminho fica mais aleatório”, diz Lucia Costa, especialista em gestão de carreira da Stato, empresa de recursos humanos.

Veja a seguir dicas de como desenvolver esse planejamento.

Qual é o meu objetivo?

 

O primeiro passo para estabelecer seu plano de carreira é identificar o que gostaria de fazer e aonde quer chegar. Isso envolve tudo, como profissão, tipo de trabalho, nível hierárquico e mercado que pretende atender.

“Tem de criar um cenário com possibilidades lá na frente. Não que vá conseguir tudo o que quer, mas não existe plano sem saber aonde almeja chegar”, afirma Lucia Costa.

O que eu sei?

O passo seguinte é analisar o que já possui ou foi conquistado. Como Lúcia Costa diz, uma série de perguntas vão ajudar nessa hora. “Olhe para dentro. Qual é a sua idade? Que cursos fez? O que sabe fazer? No que é bom? O que gosta de estudar? Que línguas fala? Valoriza mais a vida profissional ou pessoal?”

A construção do plano de carreira será um caminho do que se tem hoje para o que se deseja.

Quanto tempo dura meu plano?

O plano de carreira pode ter diferentes durações. Pode ser de curto, médio ou longo prazo. Cada um vai definir o que é melhor para si.

Para quem nunca fez um plano, começar por um de curto prazo é sempre mais fácil. Essa também é a melhor opção para quem está começando a carreira, porque um objetivo próximo é mais real e atingível.

O ideal, porém, é que o plano contenha metas de longa e curta duração.

O que eu preciso?

Definido o objetivo e o que se tem, é preciso identificar o que é necessário para alcançá-lo.

“Às vezes precisa juntar dinheiro para pagar um curso. Entrar em fóruns, grupos ou comunidades na internet para se inserir no assunto que não domina. Mudar um comportamento. Pode ser trocar de empresa, porque precisa passar por uma maior, ou estudar uma nova língua”, diz Lucia Costa.

Nesse momento, conversar com profissionais mais experientes ou mentores pode ajudar. Principalmente com aqueles que estão aonde você quer chegar.

Consigo alinhar meu plano com a empresa?

 

Muitas empresas oferecem um plano de carreira aos seus funcionários. Alinhar o seu plano ao da empresa pode ser uma vantagem.

Para isso, é possível compartilhar seu plano com chefes ou mesmo o RH. Eles podem, então, ajudar em alguns objetivos. Por exemplo, se o seu plano de carreira passa por morar em outra cidade ou país, ela pode proporcionar isso.

Estou no caminho certo?

Para Lucia Costa, o plano de carreira é uma trilha a ser desbravada e não um trilho de trem. “Existem diferentes caminhos para se atingir um objetivo”, afirma. Ou seja, não é porque você se espelha em alguém que terá exatamente a mesma carreira daquela pessoa.  E, mesmo com um plano traçado, desvios de rota são naturais.

Fernanda Dall’Anese sugere parar 30 minutos por semana para refletir sobre a carreira e os rumos que está tomando, se estão de acordo com os planos e o que pode ou deve ser feito de maneira diferente.

Fonte: UOL

6 vantagens competitivas que as mães têm no trabalho

Num mundo ainda mal adaptado ao ingresso das mulheres no mercado de trabalho, a velha discussão sobre como conciliar maternidade e carreira continua atual.

No ano passado, a presidente da PepsiCo fez barulho ao dizer que o velho dilema feminino está mais vivo do que nunca.

“As mulheres fingem que podem ter tudo, mas não podem”, afirmou Indra Nooyi, à frente da multinacional desde 2007. “Se você perguntar às minhas filhas, não tenho certeza se elas dirão que tenho sido uma boa mãe”

Chocante para alguns, a declaração é apenas realista na opinião de Vivian Serebrinic, diretora de inovação em produtos para América Latina da Samsung.

Mãe de dois meninos, hoje com 9 e 11 anos, a executiva admite que “nunca existe um equilíbrio perfeito” e que a mulher “sempre sente que está faltando em algum lado”.

Vantagens competitivas
O primeiro filho de Vivian chegou quando ela trabalhava como gerente de comunicação na Ambev. Na época, a notícia foi motivo de grande ansiedade. “Como tantas outras, eu não sabia se continuaria crescendo profissionalmente”, afirma a diretora da Samsung.

A história se repetiu com Luciana Batista, sócia da Bain & Company. O nascimento de suas duas filhas coincidiu com o ápice de sua carreira – a segunda chegou justamente quando ela foi promovida a sócia da consultoria.

Apesar dos receios, Vivian e Luciana dizem que a experiência lhes trouxe uma lição valiosa: a de que maternidade agrega novas competências, e não só em casa.

Veja a seguir alguns diferenciais competitivos das mães no ambiente de trabalho, compilados por elas e outras executivas ouvidas por EXAME.com:

  1. Elas administram melhor o tempo
    Para conseguir passar o máximo de tempo possível com seu filho de cinco anos, Debora Nitta, vice-presidente de planejamento da agência WMcCann se tornou muito mais objetiva e pragmática.

“Aprendi a gerir melhor o tempo e, com isso, me tornei muito mais produtiva”, conta a publicitária. “Hoje entro mais cedo, saio mais cedo e faço muito mais coisas do que conseguia antes de ser mãe”.

  1. Elas enxergam a dimensão real das dificuldades
    Luiza Souza, diretora de marketing da Tupperware, diz que a maternidade também lhe trouxe a capacidade de ver os problemas exatamente do tamanho que são.

“Ganhei muito mais foco no que importa, e deixei de supervalorizar a gravidade de alguns momentos do dia a dia profissional”, conta.

  1. Elas têm ideias “arejadas”
    Vivian Serebrinic, diretora da Samsung, comenta que os filhos também a ajudam a tirar a cabeça do trabalho – o que serve como um ótimo estímulo para a criatividade.

Segundo a executiva, a maioria das inovações surge quando se está fazendo algo completamente distinto do trabalho. Ocupar a cabeça com as crianças, garante ela, é um dos seus segredos para pensar de forma original quando volta ao escritório.

  1. Elas se adaptam à personalidade de cada um
    Luciana Batista, sócia da Bain & Company, diz que aprendeu muito sobre relacionamento e gestão de pessoas com suas duas filhas. “Elas se mostraram completamente diferentes desde muito cedo, uma mais tranquila e a outra mais agitada”, explica.

No trabalho, Luciana ganhou mais flexibilidade e jogo de cintura. Segundo ela, a experiência lhe ensinou uma lição muito clara: em vez de usar a mesma abordagem com todos, é melhor se adaptar a cada personalidade presente na equipe.

  1. Elas escutam (de verdade)
    Graças ao convívio com seu filho, Debora Nitta, da WMcCann, diz que aprendeu a ouvir – uma habilidade tão preciosa quanto rara no mundo do trabalho.

Com os ouvidos abertos, a publicitária diz que se tornou mais empática, generosa e atenta às necessidades de pares, funcionários e clientes.

  1. Elas têm coragem
    “Ser mãe é algo que realmente tira você da sua zona de conforto”, afirma Vivian Serebrinic, da Samsung. “Tudo é um choque, no começo, da necessidade de trocar fraldas à vivência do primeiro banho do bebê”.

Mais surpreendente ainda, relembra a diretora da multinacional, foi perceber que ela era capaz de cumprir a missão. “Quando você percebe que dá conta de um desafio desse tamanho, tudo muda, inclusive no trabalho”, conclui.

Fonte: Exame

 

Entrevista de emprego testa candidato com questões esquisitas; responda bem

Nos processos seletivos de emprego, é natural que os candidatos se preparem para responder a perguntas clássicas durante a entrevista. Mas o que fazer quando o selecionador utiliza questões esquisitas e fora de contexto como, por exemplo, “quão sortudo você é e por quê?”

A consultora de RH da Luandre Juliana Araújo explica que, para evitar respostas parecidas e escapar da mesmice, alguns recrutadores reinventaram um roteiro de perguntas inusitadas e indecifráveis para que a espontaneidade e a criatividade do candidato surjam com mais particularidade.

“Essas perguntas permitem identificar com mais propriedade os talentos que possuem uma visão mais empreendedora, inovadora, flexível, movidos por desafios, criativos, que tenham mentes abertas e transformadoras.”

A estratégia do entrevistador, neste caso, consiste em colocar o candidato numa situação de pressão e, com isso, avaliar a sua habilidade em responder um questionamento improvável e a pensar e agir “fora da caixa”.

“Não há respostas certas nem erradas. Tudo vai depender do tipo de perfil que a empresa busca para ocupar uma determinada vaga e para integrar a uma equipe.”

Esse tipo de roteiro, segundo Juliana, é bem mais disseminado em empresas jovens e dinâmicas como start-ups, e-commerces e empresas de tecnologia, mas grandes companhias também trazem em seu repertório perguntas desta nova modalidade.

Mesmo não havendo uma resposta correta, o entrevistador pode interpretar a explicação do candidato como positiva ou negativa. Diante de perguntas relacionadas à crença como “você acredita no Pé Grande?”, o headhunter do site Recrutando.com Luiz Pagnez diz que o melhor é fornecer respostas neutras.

“Pode dizer que até o momento não tem conhecimento de nenhuma prova científica da existência ou não do Pé Grande”, diz. Neste caso, segundo o especialista, um exemplo de resposta negativa seria: “Não acredito e acho uma grande besteira”.

Estratégia também serve para ‘quebrar o gelo’

De acordo com a gerente de orientação de carreira da Cia de Talentos Bruna Tokunaga Dias, o grande objetivo do recrutador, durante a entrevista, é conhecer o candidato.

Assim, ele poderá fazer perguntas para descontrair, descobrir pontos de vista, saber sobre suas crenças, valores, gostos e ideias que não estejam relacionadas às situações do trabalho.

“Nos EUA é proibido fazer perguntas sobre a vida pessoal. Por isso, algumas questões podem servir como forma de ‘quebrar o gelo’. Um comportamento extremamente formal pode ser tão desconcertante quanto uma pergunta sem resposta como ‘quantas bolas de basquete cabem nesta sala? ‘”, diz Bruna.

A especialista ressalta que para tais perguntas não existe resposta pronta. Segundo ela, neste tipo de questionamento, é possível que o entrevistador queira saber de que forma o candidato consegue analisar a situação, como ele constrói o raciocínio para a resposta e se tem jogo de cintura para lidar com diferentes abordagens.

A gerente sugere que o candidato tente se colocar no lugar do selecionador, caso seja surpreendido por uma situação diferente em uma entrevista. “Seja espontâneo e procure pensar com a cabeça do entrevistador.”

Fonte: UOL

Aprenda a aprender

Quer melhorar o modo como você adquire conhecimento? Aqui vão algumas dicas de um jornalista científico americano.

 Manter o foco. Ser obsessivo nos treinos. Concentrar-se por longos períodos. Essas têm sido algumas das principais recomendações para tornar-se um profissional extraordinário. São recomendações quase óbvias… mas talvez equivocadas. No livro How We Learn (“Como aprendemos”), lançado em setembro nos Estados Unidos, Benedict Carey, repórter de ciências do New York Times, afirma que muito do que pensamos saber sobre aprendizado está errado.

Tome o famoso mantra das 10 mil horas de treino, por exemplo. Essa tese, popularizada pelo escritor Malcolm Gladwell no livro Fora de Série dá um valor numérico a uma noção basicamente irrefutável: quem treina mais fica melhor. Há nuances, porém. Numa experiência feita em 1978, dois grupos de crianças treinaram arremessar uma bolinha num alvo. Um grupo treinou apenas o arremesso a 1 metro de distância. Um segundo grupo alternava as distâncias de meio metro e 1,5 metro. Depois de 12 semanas de treino, veio o teste, apenas na distância de 1 metro – a mesma treinada pelo primeiro grupo. Mas o segundo grupo teve desempenho muito melhor. Por quê? A conclusão foi que a variação é mais eficiente que o foco. Ela nos força a avaliar e incorporar ajustes em condições diversas.

Em 2006, os psicólogos Robert Bjork e Nate Kornell chegaram a uma conclusão similar, testando métodos para ensinar o estilo de pintores clássicos. Um grupo estudou apenas os artistas sobre os quais haveria um teste. Mas um segundo grupo, que distribuiu o tempo estudando também artistas menos importantes, aprendeu mais. Diversificar, portanto, faz sentido. Mas dentro de um campo relacionado ao alvo.

Diversificar o ambiente também melhora a retenção de informações, segundo estudos. Não só o espaço físico. Pode ser a alteração da música ou a troca da ordem do material estudado. A hipótese, aqui, é que uma certa desordem obriga o cérebro a se esforçar para criar sentido. Numa experiência, alunos que leram um texto de Franz Kafka, um mestre dos contos absurdos, se deram30% melhor em um teste de reconhecimento de padrões.

Interromper o estudo também faz bem. Quando você larga um problema, seu cérebro continua lidando com ele. E você começa a perceber conexões antes ocultas. Ou seja, um bom modo de atacar um problema é iniciá-lo e abandoná-lo por um tempo. Mas, para colher os efeitos da interrupção, é preciso que se chegue a um impasse. E ninguém sabe dizer tampouco qual a fórmula – quanto tempo você deve ficar longe do problema, que atividades buscar nesse período etc.

Sabe-se, no entanto, que o sono ajuda. Alunos que dormem entre o estudo e o teste tiram notas entre 10% e 30% maiores. E a soneca, de pouco mais de uma hora, tem o mesmo efeito.

Se você seguir essas recomendações, estará mais bem preparado para um teste, de acordo com Carey. Mas aí vai mais uma dica: não espere para fazer o teste depois de se preparar. Faça-o antes de estudar. Uma prova não é só um jeito de medir o que você sabe. Ela altera o que você lembra e muda o modo como você vai organizar o conhecimento. Em outras palavras, as tentativas de acertar não são meros fracassos. Elas mudam a forma como encaramos o problema – e nos tornam mais atentos e participativos na hora de aprender a resolvê-lo.

Por David Cohen / Fonte: Época Negócios

Dicas de quem não planejou sua aposentadoria

O sucesso profissional tem como preço o fracasso nas dimensões da vida pessoal que, em muitos casos, só vai ser percebido na véspera da aposentadoria.

Um antigo ditado popular que adotei logo após os 40 anos de vida foi: “Você está ficando velho quando seus arrependimentos são maiores que seus sonhos”.

A lembrança deste importante aprendizado ressurgiu ao ler um recente estudo da gestora de investimentos Black Roch, com 27 mil pessoas no mundo – 4 mil da América Latina, incluindo o Brasil – na faixa etária entre 55 e 64 anos, sobre quantos, efetivamente, se prepararam para a aposentadoria.

Adicionalmente, solicitaram aos pesquisados “dicas”, ou recomendações, para os mais jovens,  sobre alguns cuidados preventivos, que muitos deles não tiveram. E que só agora se mostram arrependidos, ao ter que pagar um preço muito alto – financeiro e emocional – por este descuido.

Tomando em consideração apenas a amostragem de brasileiros, as recomendações são as seguintes:

38% afirma que teriam começado a poupar muito mais cedo;

47% teriam gastado bem menos do que o fizeram;

25% teriam priorizado o preparo para a aposentadoria de forma preventiva;

26% teriam quitado suas dívidas mais cedo.

Outro dado que merece registro é que apenas 22% conseguem economizar e 27% tem conseguido fazer algum tipo de investimento ou poupança.

Mas o dado mais alarmante é que a grande maioria constatou que o valor poupado não vai permitir manter o seu padrão de vida ao longo da aposentadoria.

Os estudos no Brasil, sobre a relação entre longevidade/previdência e aposentadoria mostram uma perspectiva de acentuada preocupação.

Segundo Thomás Tosta de Sá, presidente do Instituto Ibmec, “nossa pirâmide etária tem hoje o formato de uma granada, e acelerar o andamento aos projetos e estudos sobre o tema é uma forma de tirar o pino para evitar que a Previdência seja detonada antes do tempo.”

“Da maneira como está – conclui ele – o modelo já é insustentável.”

Outra observação interessante é feita pelo professor de Ética e Filosofia Renato Janine Ribeiro, quando diz “que deveriam ser incorporadas discussões mais modernas ao debate sobre a sustentabilidade financeira da previdência. É um absurdo trabalhar até os 60 anos e, no dia seguinte à aposentadoria não se trabalhar em mais nada.”

“Seria muito mais interessante ser incorporado ao mercado de trabalho aos poucos, quando se é jovem, e ir se desincorporando gradualmente, reduzindo o ritmo a partir dos 50.”

Segundo ele esta seria uma forma mais inteligente de aproveitar os ganhos de produtividade, a longevidade e a energia física, somada à experiência própria do início da maturidade.

Conclui afirmando que “perdeu-se a ideia de discutir que tipo e modelo de existência queremos ter. Afinal, ampliar a expectativa de vida é algo fabuloso para o mundo, mas é desnecessário se afogar no trabalho dos 25 aos 70 anos de idade.”

A cada dia que passa fica mais claro que esta deve ser uma preocupação e compromisso das pessoas na meia-idade. Mas de forma especial quando conseguem buscar e atingir um maior equilíbrio entre os vários papéis que desempenham.

Afinal, o sucesso profissional tem como preço o fracasso nas dimensões da vida pessoal – conjugal, familiar, social, educacional, espiritual e individual – que, em muitos casos, só vai ser percebido na véspera da aposentadoria.

E uma das dificuldades que está cada dia mais presente em nossa sociedade é a preocupação de muitos em querer demonstrar, virtualmente, uma felicidade e consumismo exibicionista. Isso dificulta a capacidade de aprender com os erros, falhas e fracassos.

Esta é a razão pela qual o início deste artigo está muito centrado nos aprendizados dos erros cometidos por quem chegou à aposentadoria sem o mínimo preparo.

Mas o alerta é exatamente o de que todos nós precisamos nos apropriar de nossas vidas desde o seu início. Considerando tanto os sucessos, conquistas e fracassos.

Por Renato Bernhoeft / Fonte: Administradores.com

Mentoring ou coaching?

Saiba qual deles escolher em cada momento de carreira.

Todos nós passamos por momentos em que precisamos de orientação para superar desafios ou encontrar novos rumos. Grandes líderes e empreendedores, como Steve Jobs por exemplo, contaram com a ajuda de mentores e coaches em suas realizações.

Antes de mais nada, é importante compreender o que é mentoring e o que é coaching e qual deles é mais indicado em cada momento da sua trajetória profissional. O mentoring oferece acompanhamento, ajuda e orientação de outro profissional com mais experiência, para que o apoie como conselheiro, estimulando o crescimento, a ampliação da visão estratégica e de negócios do “mentorado”.

As conversas de mentoring podem abordar temas como os cursos mais indicados para melhorar a visão de negócios; escolha entre investir em pós-graduação ou na fluência no inglês para crescer na carreira; avaliação de uma nova proposta de trabalho; entre outros. O mentor não terá necessariamente uma única resposta para essas questões, mas deve ser capaz de ajudá-lo a ampliar o horizonte, a refletir, a conhecer mais sobre determinados assuntos e a tomar decisões com maior embasamento.

Já o coaching pode ser definido como um diálogo com o objetivo de desenvolver novas habilidades e comportamentos, possibilidades e ideias para promover um aprendizado individual do coachee. É como contar com um personal trainer na academia para ajudá-lo nos exercícios e potencializar os resultados.

Nos encontros de coaching, você pode buscar apoio para solucionar questões como estar há muito tempo sem promoção; receber sempre o mesmo feedback sem conseguir melhorar; não ser chamado para participar de projetos mais complexos; perceber que precisa ter mais clareza sobre seus pontos fortes e fracos; perceber que não está conseguindo inspirar a equipe; entre outros. Como um especialista em carreira, o coach deve avaliar o que está dando certo e o que pode melhorar para que você consiga desenvolver competências, principalmente comportamentais, para que você possa desempenhar melhor o seu papel e crescer na carreira.

Se a empresa em que atua não oferece um programa de mentoria, você pode procurar um ex-chefe, um amigo mais experiente ou um membro da família com mais vivência profissional, por exemplo, e propor que desempenhe esse papel. Ele não precisa ser da mesma área ou segmento que você. O importante é que tenha experiência em situações semelhantes às que está vivendo e não ganhe ou perca nada com as suas escolhas.

O coach não precisa ser mais experiente, mas tem que ser treinado e certificado para exercer seu papel. No Brasil, as principais instituições certificadoras são a Sociedade Brasileira de Coaching, o Instituto Brasileiro de Coaching e o Integrated Coaching Institute – ICI. Ao procurar um coach fora de programas oferecidos pela empresa, além de verificar se possui certificação, peça também por referências, outros profissionais que ele já tenha atendido e faça contato para saber como foi a experiência.

Para terminar, saiba que o processo de mentoring pode durar algumas horas ou a vida inteira, enquanto o de coaching é composto de 8 a 12 sessões e tem início, meio e fim. Espero ter ajudado a identificar que tipo de apoio vai fazer com que você acelere o crescimento da sua carreira. Excelentes conversas para você!

Por Sofia Esteves / Fonte: Administradores.com

Gestor ou técnico? Os dois! Conheça a carreira em W

O fisioterapeuta Wellington Yamaguti, de 35 anos, começou a trabalhar no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, em 2005. Wellington entrou como fisioterapeuta na área assistencial, até ser promovido a sênior em 2010. Sua paixão, no entanto, sempre foi estudar.

Fez mestrado e doutorado, paralelamente à carreira no hospital, para atuar com ensino e pesquisa. Hoje, é líder na área de desenvolvimento de reabilitação do hospital. Além de ser um especialista, Wellington é responsável por coordenar ações de treinamento educacional em diversas equipes do hospital.

Esse papel, que não fica nem na ponta técnica nem na ponta de gestão, se encaixa em um conceito que as empresas estão difundindo por aí: a carreira em W.

Basicamente, essa modalidade é uma alternativa à carreira em Y, na qual os profissionais têm duas opções: seguem ou como especialistas, ou como gestores. A nomenclatura engloba as duas coisas. O que significa que um técnico não precisa mais deixar de colocar a mão na massa para se tornar gestor (geralmente de equipes e durante projetos específicos).

Isso vai ao encontro da necessidade de as empresas se tornarem mais eficientes e não perderem profissionais por falta de uma maneira de recompensá-los pelo bom trabalho. “As empresas precisam se tornar mais flexíveis”, diz Anderson Sant’Anna, professor da Fundação Dom Cabral, escola de negócios de Minas Gerais.

Mas esse tipo de atuação tem suas particularidades e, em muitas companhias, a prática já existe informalmente, mesmo sem a nomenclatura.

Dúvidas no caminho

Esse tipo de atuação ainda gera dúvidas nos profissionais. Porque, mesmo sendo uma mistura de gestão com especialização, muitos técnicos não têm certeza sobre se querem ou não ser líderes — ainda que mantenham suas funções mais práticas. “É preciso ter muita clareza sobre as funções para que as expectativas não se frustrem”, diz Márcia Boessio, de 42 anos, coordenadora de enfermagem do Sírio-Libanês, que supervisiona a formação das enfermeiras. Por isso, é importante, na hora de uma promoção, entender exatamente quais serão as novas atribuições e como será o equilíbrio entre gestão e parte prática. “A empresa precisa apoiar e acompanhar o profissional nas exigências de cada área, senão não dá certo”, afirma Márcia.

Revisão de conceitos

Há ainda o mito de que, para ser bem-sucedido, é necessário ter uma carreira gerencial a qualquer custo. Mas, dependendo de seu perfil, a gestão não é o melhor caminho — porque não dá, de fato, satisfação pessoal. “O brasileiro tem de ver com outros olhos o crescimento lateral”, afirma Denise Delboni, professora da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. “Crescer em W é aumentar a empregabilidade e, também, o repertório pessoal.”

Novas habilidades

Mesmo mantendo o trabalho de técnico, um profissional que passe para a carreira em W terá de desenvolver competências específicas de liderança de pessoas, como gestão de relacionamentos interpessoais, feedback e tomada mais rápida de decisões. Esse foi um dos desafios de Fernando Silva, de 26 anos, responsável pela área de logística da Embraco, fabricante de compressores de Santa Catarina. Formado em engenharia, ele teve de trabalhar pontos que nada tinham a ver com sua formação. “Percebi que, nessa nova função, precisava melhorar minha confiança”, diz Fernando. Isso porque outro desafio dos técnicos-gestores é pensar na empresa estrategicamente e, assim, tomar decisões mais abrangentes. “Na carreira antiga era difícil manter as questões alinhadas com as dos especialistas em outras áreas. Agora é bem mais fácil”, afirma Fernando.

Aumento do reconhecimento

Do lado das empresas, a carreira em W é uma maneira de reconhecer e aumentar a sensação de satisfação dos técnicos. “Os líderes de projeto precisavam de estrutura”, diz Lorena Viscomi, líder de recursos humanos da Embraco. Do lado dos profissionais, a mudança pode servir para dar novo fôlego ao trabalho, como ocorreu com Sandro Osni Bunch, de 52 anos, especialista em compras da Embraco, há 30 anos na empresa. “Eu me sinto desafiado a atingir outros resultados”, diz Sandro. “A maneira como atuo não mudou, mas a régua é diferente e tenho mais clareza sobre o que a empresa espera de meu trabalho.”

Mais pressão

Ao mesmo tempo que há uma quebra de paradigmas com esse tipo de carreira, é possível que os profissionais se sintam mais pressionados. “A pressão aumenta, pois um excelente técnico nem sempre aguenta ou quer desenvolver atributos relacionais”, afirma Anderson Sant’Anna, da Fundação Dom Cabral. Outro ponto delicado é que nem sempre as empresas recompensam o aumento da complexidade do trabalho — e aí surge a sensação de que as atribuições cresceram, mas o salário continuou o mesmo. “É preciso fazer ajustes e formalizar as competências para garantir a compensação salarial”, afirma Denise.

Por Bárbara Nór, da Você S/A | Fonte: Exame.com

Aceitar contraproposta pode ser uma roubada para a carreira

Revisão de processos, reposicionamento de marcas, adoção de novos modelos de gestão, busca por eficiência. A regra do fazer mais com menos é uma constante e está presente no discurso de dez entre dez chefes.

Nesse movimento de readequação ao cenário, o organograma da empresa é analisado atentamente, segundo Luiz Gustavo Mariano, sócio da Flow Executive Finders. “As empresas estão queimando gordura, demitindo e fazendo substituições”, diz. Ficam na empresa profissionais considerados indispensáveis para os resultados.

Mas, muitas vezes estes funcionários considerados vitais à estratégia de negócios recebem propostas de concorrentes e aceitam.  E como reação à apresentação da carta de demissão, uma contraproposta. O que fazer?

Na opinião do especialista, há grandes riscos em aceitar e transformar o momento da demissão em um “Dia do Fico” corporativo. “Quando se chega ao ponto de pedir demissão, pode ser muito ruim aceitar a contraproposta”, diz. Confira por que pode ser uma roubada para a carreira:

  1. A promoção vem como reação

Melhor ser promovido ativamente do que reativamente, segundo o especialista. Para estes profissionais a resposta será um novo patamar de cargo, outra faixa salarial. Bônus que vem com ônus. “Novas metas, novas responsabilidades trazem o risco de o profissional não ter o desempenho esperado. Se ele estivesse pronto, teria sido promovido antes”, diz.

  1. Não concretização de promessas

Mudanças levam tempo até resultados concretos e o risco de inércia existe. “Depois de certo tempo, as coisas voltam a ser como antes e promessas podem não se concretizar”, diz. De acordo com Mariano, é muito comum o profissional ficar e, meses depois, sair por vontade própria.

  1. Quebra de confiança

“Quem está motivado não vai buscar o mercado”, diz Mariano. Esta pode ser a conclusão do gestor direto de um profissional que apresenta a carta de demissão. Por isso, a recomendação do sócio da Flow é pensar bem antes de chegar neste ponto de negociação com a atual empresa. “O profissional deve pesquisar quais são os fatores de expulsão e de atração em relação ao empregador”, diz.

  1. O sim já foi dito?

Chegar à contraproposta pressupõe que o profissional tenha participado e sido aprovado em um processo seletivo e firmado o compromisso de pedir demissão. Há expectativa do novo empregador e é preciso gerenciar também a sua atitude diante dele para não fechar portas.

Por Camila Pati / Fonte: Exame.com

9 livros que Steve Jobs achava que todos deveriam ler

O fundador da Apple passou sua vida adulta aprendendo o que significa ser humano lendo esta série de livros.

 “A razão pela qual a Apple é capaz de criar produtos como o iPad é porque nós sempre tentamos ser a interseção entre tecnologia e artes liberais”, disse Jobs uma vez.

Em um artigo, a Business Insider listou os livros que tiveram a maior influência sobre Jobs e seu trabalho – assim como seu legado.

Rei Lear – William Shakespeare

Jobs começou a ler Shakespeare no final do ensino secundário. Esta tragédia teatral conta a história de um monarca envelhecido que vai sucumbindo à loucura, após ser traído ao dividir seu reino entre duas de suas três filhas.

Moby Dick – Herman Melville

Clássico conto de uma tripulação em sua busca por uma baleia branca, Moby Dick era um dos livros favoritos de Jobs. Em sua biografia, “Jobs”, o autor Walter Isaacson compara Jobs ao capitão Ahab, um dos personagens mais orientados e obstinados da literatura.

Poemas reunidos de Dylan Thomas – Dylan Thomas

Em “Como pensar como Steve Jobs”, o autor Daniel Smith diz que a poesia de Thomas “captou sua atenção com suas maravilhosas novas formas e seu apelo irresistivelmente popular”. O poema de Thomas “Não entre docemente naquela noite” teria sido um dos favoritos de Jobs.

Esteja aqui agora – Ram Dass

“Foi profundo”, disse Jobs sobre este guia de meditação e seus relatos de encontros com metafísicos do Sul da Ásia. Ele leu este livro em seu primeiro ano da faculdade e disse que “me transformou assim como vários dos meus amigos”.

Diet for a small planet – Frances Moore Lappe

Jobs leu este livro popular sobre vegetarianismo rico em proteínas em seu primeiro ano na faculdade. “Foi quando eu decidi não comer mais carne”, disse.

Sistema de cura da dieta sem muco – Arnold Ehret

Ehret, um educador alemão no início do século 20, recomenda práticas como jejum intermitente de sucos. “Eu adotei essa dieta no meu estilo meio estranho”, disse Jobs. Ele começou a tentar uma série de dietas extremas a partir da faculdade.

Autobriograph of an Yogi – Paramahansa Yogananda

Jobs leu este livro escrito por um guru de yoga indiano no ensino secundário e depois voltou a lê-lo quando ficou em uma pousada ao pé do Himalaia, na Índia. A partir de então, passou a relê-lo a cada ano.

Zen Mind, Beginner’s Mind – Shunryu Suzuki

Nos anos 1970, Jobs participou de aulas dadas pelo monge japonês que escreveu este livro. “Zen tem sido uma profunda influência em minha vida deste então”, disse.

O dilema da Inovação – Clayton M. Christensen

Este livro ensinou a Jobs que companhias algumas vezes precisam interromper seu processo e se questionar. “É importante que nós façamos essa transformação, por causa do que Clayton Christensen chama de dilema da inovação, no qual as pessoas que inventam alguma coisa normalmente são as últimas a enxergar além, e nós certamente não queremos ser deixados para trás”, disse.

Fonte: Época Negócios Online