Vai pedir demissão e não quer se queimar? Veja 10 dicas

Terminar o trabalho e ajudar o sucessor ajudam a deixar as portas abertas. Profissional deve refletir e avaliar se tomou a decisão correta.

Pedir demissão não é uma tarefa fácil. E, com o mercado cada vez mais dinâmico, muitos profissionais não sabem o que falar na hora de informar sua saída. Como sair com uma boa impressão e deixar as portas abertas? Como ser lembrado em uma futura oportunidade? Essas são algumas das dúvidas de quem está deixando a empresa e quer pedir demissão sem se queimar.

Segundo especialistas em RH ouvidos pelo G1, a verdade deve prevalecer o profissional deve ser prático na hora de comunicar sua saída. “A verdade e o motivo real da demissão são sempre as melhores explicações. A transparência é essencial. Se ele for para outra empresa, em algum momento, todos vão saber”, afirma Camila Freitas, coordenadora de RH do Gi Group.

Para Augusto Puliti, diretor geral da DM Seleção, não pega bem mudar para o concorrente sem avisar o empregador anterior. “Alguns pedem demissão e falam que vão para um sabático porque não querem falar que vão para o concorrente, e depois de algumas semanas todo o mercado sabe da mudança. A maioria dos processos de contratação é longa, portanto a empresa anterior pode ter uma reação. É melhor falar a verdade.”

Veja abaixo 10 dicas para pedir demissão sem se queimar:

1) Reflexão e tomada de decisão

Segundo André Rapoport, diretor geral da Right Management Brasil, o profissional deve fazer uma reflexão e avaliar se está tomando a decisão certa. Ele lembra que, às vezes, o momento da empresa ou a relação com o chefe não está muito boa, mas que isso pode mudar. “As companhias são muito dinâmicas, por isso é importante ter cuidado para não sair por impulso”, afirma.

“O contrato de trabalho é algo cíclico, é um acordo que existe por um tempo e como todo relacionamento há algum desgaste. Não há nada de errado em seguir outro caminho”, diz Puliti.

2) Comunicação com o chefe direto

Com a decisão tomada, a primeira pessoa que deve saber da demissão é o chefe direto. Nada de falar para um colega de trabalho ou deixar o assunto vazar nos corredores da companhia.

Como o assunto da conversa é sério, não vale abordar o chefe durante o café depois do almoço ou no banheiro, enquanto ele escova os dentes. Isso não vai deixar o tópico mais descontraído. “A comunicação deve ser objetiva e factual”, diz Rapoport.

3) De olho no ânimo e nas emoções

“O tema é relativamente simples, mas pessoas conseguem complicar. As emoções podem complicar bastante e fazer o pedido de demissão se transformar em um desabafo”, lembra Puliti.

Camila ressalta que a comunicação da saída não é o momento ideal para “lavar a roupa suja”, já que a decisão do profissional já está tomada. “Ele pode ser transparente, mas não precisa, esmiuçar ou se alterar.”

4) Motivos reais e novos planos

Todos os especialistas acreditam que a verdade deve ser informada na hora da demissão. Como o mercado é dinâmico e pequenos, todos vão saber onde o profissional vai trabalhar “Os mercados são pequenos, portanto é preciso ter uma atitude profissional sempre. Esse é só mais um momento”, diz Camila.

5) Vale ouvir a contraproposta?

Segundo Rapoport, o profissional deve ouvir a contraproposta da atual empresa, mesmo que já tenha tomado sua decisão. “Pode haver uma proposta não somente financeira. Às vezes o escopo do cargo não é mais o que o profissional gosta de fazer. É importante ouvir o que o chefe tem a dizer”, completa. Ele pode não mudar sua decisão, mas é uma atitude que mostra sua educação e profissionalismo.

6) Tempo para passar o bastão

“É essencial que o profissional termine o que está fazendo de forma estruturada. Ele não pode simplesmente largar a empresa”, afirma Camila.

Rapoport ressalta que na hora do desligamento, ele deve se colocar à disposição para o período de transição. “Ele deve dar todas as informações para quem vai substituí-lo”. Também é importante terminar os projetos e trabalhos que estavam em andamento.

7) Começo na nova empresa

Camila ressalta que o profissional pode negociar as condições de trabalho na nova empresa. “Sempre falo que na hora da admissão tudo é negociável, salário e início do trabalho. Muitas companhias sempre vão falar que a contratação é para ontem, mas eu consideraria se quero ir para um lugar que não é flexível”.

8) Falar mal do antigo emprego

Criticar a empresa após sair do trabalho não é bem visto pelos recrutadores. “Se alguma coisa o incomodava ou não estava bem, ele não deve sair criticando, falando mal no mercado. Isso é deselegante e pega mal”, ressalta Puliti. Falar mal da empresa internamente também não é uma boa conduta.

9) Feedback para o RH

Os profissionais podem falar os motivos de sua saída para o setor de recursos humanos da empresa. Problemas com a chefia, que poderão acontecer com outros colegas e insatisfações podem ser abordados na conversa. “Isso é possível e é positivo, porque mostra que ele se preocupa com os que ficam e com a própria empresa”, diz Rapoport.

Ele ressalta que o profissional deve avaliar se a companhia está pronta para ter este tipo de feedback. “Quando a empresa ou o gestor não é maduro, a boa intenção pode ser mal interpretada”.

10) Portas abertas

Mesmo com o pedido de demissão, o profissional pode dizer que está à disposição para oportunidades no futuro. Manter um relacionamento com os colegas também é uma boa forma de ter boas relações. “As empresas não deixam de ser um grupo de pessoas, uma  entidade formada por elas, saber se relacionar com elas e mesmo depois manter o networking  pode fazer toda a diferença”, completa Puliti.

Fonte: G1 

6 dicas para conquistar bons resultados em 2015

O futuro não parece muito promissor. Especialistas das mais diversas áreas alertam que 2015 será um ano delicado em termos econômicos. Mas, Alexandre Prates, coach de líderes, e autor de “A reinvenção do profissional – Tendências Comportamentais do Profissional do Futuro” (Editora Novo Século), é uma voz dissonante. “As empresas aceitaram o baixo desempenho em 2014 porque tivemos eventos como Copa do Mundo e eleições. 2015 é o ano do resultado e da produtividade. É preciso fazer as coisas acontecerem agora, sem esperar o futuro”, avalia.

Segundo ele, assim como as empresas precisam ser mais assertivas para acertar o alvo, os profissionais precisam estar atentos à sua própria produtividade, agindo de maneira rápida e eficiente para conquistar resultados. “O único caminho para conquistar bons resultados é a reinvenção. Isso significa acompanhar o que o mercado impõe e desafiar-se a ir além e colocar novos comportamentos em jogo”, diz. Veja as seis dicas do especialista:

 1)  Desenvolva novas competências – Aprender coisas novas e realizá-las – sejam elas relacionadas ou não diretamente com seu trabalho –, assumindo a responsabilidade total por seus sucessos e fracassos, sem colocar a culpa em nenhum agente externo, é um começo promissor. De acordo com Prates, “o maior inimigo do sucesso, a longo prazo, é o sucesso a curto prazo”. Por isso, é necessário que o profissional, constantemente, aperfeiçoe suas habilidades e potencialize suas competências, para que não se torne obsoleto.

 2)  Planeje-se e esqueça-se do resultado! – Como conseguir tempo para reinventar-se, com o objetivo de alcançar melhores resultados? Para Prates, a palavra-chave é planejamento. Para começar, anote tudo o que precisa ser feito em um caderno ou em uma planilha. Inclua objetivos profissionais, pessoais, afetivos, emocionais, financeiros e familiares.  O segredo, diz o consultor, é distribuir o desempenho e a evolução pretendida em pequenos passos diários, semanais ou mensais. “Para se chegar a um bom resultado, a primeira coisa a fazer é esquecer o resultado”, provoca Prates. Ele explica que, ao ficar pensando o tempo todo no resultado macro, atingir aquele grande objetivo pode parecer quase impossível. Por isso, o ideal é estabelecer uma meta e focar-se no desempenho durante o percurso para atingi-la. “Coloque o foco no planejamento das ações, porque as mudanças bruscas são renegadas em qualquer sistema”, diz. O especialista defende que o resultado é uma consequência natural de ações realizadas com um bom desempenho e de maneira disciplinada. “Muita gente não dá o primeiro passo porque fica perplexo diante do resultado que precisa atingir. Mas é possível dividir o problema em pequenas partes”, ensina.

 3)  Faça-o imediatamente – Não deixe para segunda-feira ou para depois do carnaval. Comece hoje! Dê o primeiro passo, resolvendo tudo o que estiver em suas mãos e que depender exclusivamente de você. Tem uma dívida? Vá ao banco e informe-se como quitá-la. O chefe exige que fale um outro idioma? Vá hoje a uma escola e matricule-se. “Quando você deixa para amanhã, está dando um recado para o seu sistema de que aquele objetivo não é tão importante assim”.

 4)  Desafie sua zona de incompetência – Atreva-se a fazer sempre algo que você sabe que não tem competência para fazer. Isso o estimulará a conhecer novas saídas e o incentivará a ir além do que pensa que poderia. As pessoas só se desenvolvem quando se desafiam. Mas, isso não significa ter de viver em constante alerta ou estado de estresse. O coach é adepto do que chama de “incômodo produtivo” e acredita que tudo deve ser feito de maneira organizada.

 5)  Mantenha a disciplina – Disciplina é uma prática, algo que se consegue com o tempo. Prates afirma que, ainda que seja necessário agir com rapidez e eficiência, não se pode ter pressa para atingir o resultado final. “Conseguir a satisfação de um cliente é consequência de um conjunto de ações bem-feitas e não de medidas desesperadas”, alerta. O coach também acredita que quem quer realizar uma mudança deve fazê-lo sem se importar com a opinião alheia. “Qualquer mudança causa estranhamento. Mas se ela for repetida diversas vezes, como consequência da disciplina, passará a ser considerada trivial”. Ele diz, ainda, que é preciso encontrar a motivação real daquela mudança para que se desempenhe cada ação de maneira focada e com disciplina. “É preciso fazer por você, não pelo outro, não por uma razão externa”.

 6)  Divirta-se – Prates defende que o caminho para se alcançar um resultado deve ser prazeroso. Por isso, cada pessoa terá sua própria “receita” e fará o que precisa ser feito de uma maneira diferente. “Se você achar um jeito mais gostoso de desempenhar suas ações, as fará com mais facilidade”, incentiva.

 Fonte: Investimentos e Notícias

Dicas para elaborar seu currículo

Não saber fazer um currículo é um fantasma que assombra muitos profissionais, principalmente aqueles que estão em início de carreira.

Por isso, o objetivo deste post é ajudar e esclarecer essas dúvidas.

E começamos com uma boa notícia: há sim um modelo ideal de currículo, algo quase como uma “fórmula secreta”, mas que é feita de vários pontos importantes e não apenas de um só. Portanto, preste bastante atenção em cada um deles!

Primeiramente é importante lembrar que o currículo tem um objetivo apenas: conquistar uma entrevista presencial. Não será com o currículo que você vai conseguir o emprego. O currículo é apenas a ferramenta que irá conquistar o selecionador, que desejará conhece-lo melhor.

Outro ponto importante é lembrar que o RH tem pouco tempo para a triagem dos currículos e, em geral, você estará concorrendo com vários outros candidatos.

Tendo isto em mente, seu currículo precisa:

Se o seu currículo atingiu estes 3 objetivos ele é um excelente currículo!

Mas para que ele tenha esta performance, ele precisa atender à algumas expectativas:

Com isso, aqui vão algumas dicas sobre a distribuição e estruturação das informações no documento:

Além disso, é preciso tomar muito cuidado para não maltratar o português. Esse é um erro fatal.

É importante também que seu currículo não ultrapasse duas folhas (se impresso) e que, quando for entregá-lo pessoalmente, esteja limpo e sem folhas amassadas. Já o currículo digital permite que você seja mais extenso e não há limites de páginas, porém, não exagere!

E por fim, lembramos que se tudo der certo, você será entrevistado pessoalmente, portanto nunca minta, pois, se mentir, invariavelmente será pego na entrevista e você não só perdeu o seu tempo, mas também manchou a sua imagem junto a este selecionador e talvez até mesmo junto a este mercado.

Seguindo essas dicas suas chances de conquistar o recrutador logo na primeira etapa e ser chamado para uma entrevista aumentam.

Para saber mais, veja aqui o passo a passo de como elaborar um currículo. E, para os que estão entrando no mercado de trabalho, aqui vocês encontram dicas de como fazer um bom currículo e conquistar o seu primeiro emprego mesmo sem experiência na área!

Boa sorte!

Conheça quais são os seus direitos nas férias

Advogadas trabalhistas respondem a 10 perguntas sobre o assunto.
Empregador determina período; benefício vale após 12 meses de trabalho.

As férias escolares estão chegando e, com elas, muitos trabalhadores aproveitam para tirar os 30 dias de descanso a que têm direito para viajar com a família. As férias são um direito adquirido dos trabalhadores e obrigatórias, portanto, devem ser usufruídas pelos empregados que trabalham sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O G1 ouviu as advogadas trabalhistas Carolina Benedet Barreiros Spada e Juliana da Silva Borges e elaborou um tira-dúvidas com 10 perguntas e respostas.

De acordo com Juliana, é o empregador quem determina o período das férias, e o benefício deve ser comunicado com 30 dias de antecedência. O fato de a pessoa ser casada ou ter filhos não garante preferência na escolha do mês das férias. Durante o período de descanso, o contrato está interrompido e, portanto, não pode haver dispensa do empregado.

O empregado contratado pelo regime da CLT tem direito às férias após no mínimo 12 meses consecutivos de vínculo com a empresa. Isso não quer dizer que ele tenha que tirar férias logo após um ano, mas entre 12 e 23 meses. Caso ultrapasse esse período, o empregador tem que pagar o dobro das remunerações devidas. Além disso, segundo Carolina, do Mesquita Barros Advogados, o empregado que não completou 12 meses da vigência do contrato de trabalho não tem direito a férias, salvo se forem coletivas. Ela informa ainda que o início das férias não pode coincidir com domingos ou feriados.

De acordo com Juliana, o período de férias deve ser anotado na carteira de trabalho. “A CLT fala que o empregado não pode entrar de férias antes da anotação, então é obrigatório”, diz.

Mas o que fazer se a empresa não pagar ou não conceder as férias? “O empregado pode entrar na Justiça, ou, caso tenha receio de perder o emprego, pode reclamar de forma anônima na Delegacia Regional do Trabalho mais próxima ou mesmo no sindicato ao qual está vinculado”, diz Juliana.

De acordo com a advogada trabalhista Carolina Benedet Barreiros Spada, o direito às férias é previsto na Constituição Federal e visa preservar a saúde física e mental do trabalhador que, depois de 12 meses de trabalho, poderá desfrutar de períodos de descanso com sua família. “As férias visam preservar a saúde e a vida social do empregado”, diz.

Carolina diz que, como o Brasil é signatário, desde 1999, da Convenção 132 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dispõe sobre as férias anuais, algumas discussões surgem devido a alguns dispositivos que divergem da CLT. “O mais importante é que fica demonstrado o interesse do Brasil em proteger o direito dos trabalhadores de acordo com os padrões internacionais”, diz a advogada.

Veja abaixo as perguntas e respostas:

Quando o empregado tem direito às férias? O empregado pode sair de férias antes de ter completado um ano de serviço?
O empregado somente adquire o direito às férias depois de transcorridos 12 meses da vigência do contrato de trabalho. As férias deverão ser concedidas nos 12 meses seguintes à aquisição do direito, sob pena de o empregador ser obrigado a remunerar em dobro o período. Nessa hipótese, o empregado não terá direito a dois períodos de férias, mas à remuneração em dobro do período. O empregado que não completou 12 meses da vigência do contrato de trabalho não tem direito a férias, salvo no caso de férias coletivas. Além disso, o início das férias não pode coincidir com domingos ou feriados.

Quem escolhe o período de férias: o empregado ou o empregador?
É o empregador quem determina o período das férias, como melhor lhe convier. O empregado deverá ser informado sobre o período de férias, por escrito, com antecedência de 30 dias. Porém, é habitual as empresas e seus empregados negociarem períodos de férias em comum acordo, muitas vezes com o intuito de facilitar o convívio familiar. Por exemplo: pais que possuem filhos podem sair no período de férias escolares, períodos de lua de mel, de nascimento de filho, etc. A prática está de acordo com o disposto na Convenção 132 da OIT. Mas, caso existam impasses sobre o período de férias, devem prevalecer os interesses do empregador e as necessidades de serviço. Diversas convenções ou acordos coletivos de trabalho vêm ajustando períodos de férias de acordo com a situação de cada empregado.

O empregador tem que dar quantos dias no mínimo de férias? Se o empregado quiser vender mais de 10 dias de férias, ele pode? Se ele quiser tirar apenas 5 dias, por exemplo, de férias, ele pode?
As férias devem ser aproveitadas num período contínuo, mas havendo situação excepcional (ou mesmo acordos sindicais ou convenções coletivas), elas poderão ser fracionadas em dois períodos, sendo que nenhum deles poderá ser inferior a 10 dias. A conversão de parte das férias em dinheiro é um direito do empregado, que poderá “vender” 1/3 das férias – e não mais que isso. Enquanto a CLT diz que as férias poderão ser fracionadas em dois períodos, sendo que um deles não poderá ser inferior a 10 dias, a Convenção 132 da OIT dispõe que uma das frações do referido período não poderá ser inferior a pelo menos 2 semanas de trabalho. Tendo em vista que o Brasil ratificou a Convenção 132 da OIT (por meio do Decreto 3.197/1999), e que o quanto ali disposto é mais benéfico ao empregado, a convenção deverá ser aplicada a esse caso. Os menores de 18 anos e os maiores de 50 anos não poderão ter períodos de férias fracionados.

Casados ou pessoas com filhos têm preferência sobre os solteiros ou pessoas sem filhos na hora de escolher o período que sairão de férias?
O fato de a pessoa ser casada ou ter filhos não garante preferência na escolha do mês das férias. Contudo, muitos empregadores procuram saber dos seus empregados os meses de sua preferência e, dentro do possível, atender às solicitações.

O empregador pode cancelar as férias marcadas do empregado? Se sim, com quanto tempo de antecedência? Por quais motivos? Pode cancelar durante as férias?
As férias devem ser comunicadas com 30 dias de antecedência. Em princípio elas não podem ser canceladas, a não ser que haja uma situação que efetivamente exija algo tão radical. O mesmo vale para o cancelamento durante o período das férias. Então, é a situação concreta que dirá acerca da legalidade ou abuso do ato do empregador.

A empresa pode descontar das férias do empregado as folgas concedidas por liberalidade (como por exemplo, emendas de feriados)?
A questão surge principalmente com as chamadas “pontes” de feriados. É comum que empregados e empregadores ajustem para que emendas de feriados sejam descontadas das férias. Porém, a prática é irregular e poderá levar a autuações e multas. É proibido o empregador descontar das férias dos empregados as folgas concedidas. Caso deseje, o empregador deverá compensar as horas da folga em outros dias de trabalho ou colocar os empregados em licença remunerada – ou não remunerada, caso seja de interesse do empregado emendar o período.

Quando o empregado falta sem apresentar justificativa, a empresa pode descontar a falta das férias?
O empregado tem direito, inicialmente, a 30 dias corridos de férias. Porém, esse período poderá ser reduzido em caso de faltas injustificadas ao trabalho durante o período aquisitivo das férias, ou seja, o período de 12 meses que o empregado precisa trabalhar para ter direito aos 30 dias. A proporção é a seguinte:
– 5 dias ou menos: 30 dias
– de 06 a 14 faltas: 24 dias corridos
– de 15 a 23 faltas: 18 dias corridos
– de 24 a 32 faltas: 12 dias corridos
– 33 dias ou mais: 0 dia

Quais são os pagamentos que a empresa deve fazer quando o empregado sai de férias?
O empregado receberá, até dois dias antes do início das férias, o valor referente aos dias de remuneração devidos pelo período da ausência, acrescidos de 1/3. Portanto, os salários referentes ao período das férias serão antecipados, de forma que o empregado não receberá o valor equivalente a esse período no final do mês ou no momento do pagamento dos salários do mês. Na remuneração das férias estão incluídos os adicionais de horas extras, adicional noturno, insalubridade, periculosidade e outros adicionais ou vantagens recebidos pelo empregado, calculados pela média das verbas. O empregado poderá ainda converter até 1/3 das suas férias (o equivalente a 10 dias) em abono pecuniário (conversão em dinheiro de 1/3 dos dias de férias a que o empregado tem direito). Nesse caso, o empregado deverá requerê-lo ao empregador, por escrito, até 15 dias antes do término do período aquisitivo de trabalho.

Como funciona o pagamento das férias quando o empregado é demitido por justa causa, sem justa causa e quando pede demissão?
Quando o empregado é demitido por justa causa, ele perde direito ao pagamento das férias proporcionais. O máximo que se pode cogitar será o pagamento de férias vencidas. Exemplo: se o empregado ficou 18 meses e não saiu de férias, ele receberá o dinheiro pelas férias, mas não terá direito ao proporcional pelo que trabalhou nos outros seis meses. Quando é demitido sem justa causa, o empregado tem direito e receberá na razão de 1/12 avo por cada mês trabalhado ou fração igual ou superior a 15 dias. Exemplo: se o funcionário recebe R$ 12 mil por ano e trabalhou seis meses, ele terá direito ao valor proporcional aos seis meses. Quando pede demissão, o empregado também tem direito a férias proporcionais.

O empregado que sai em férias coletivas tem algum direito?
As regras aplicáveis aos empregados em férias coletivas são um pouco diferentes. Os empregados com menos de 12 meses de serviço poderão gozar de férias coletivas proporcionais ao tempo de serviço. Assim, se o empregado possui, por exemplo, 6 meses de serviços prestados no momento das férias coletivas, ele terá direito a 15 dias de férias coletivas proporcionais. Caso as férias coletivas sejam superiores a 15 dias, os demais dias deverão ser concedidos como licença remunerada. Após o final das férias coletivas, será iniciado um novo período aquisitivo de férias. Os direitos dos empregados com menos de 18 e mais de 50 anos permanecem inalterados: mesmo que o período de férias coletivas seja inferior a 30 dias, eles deverão gozar do período integral. É possível, porém, o fracionamento desse período caso previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Fonte: G1

Atividades extracurriculares no currículo

Ao fazer o seu currículo você procura pontuar sempre os principais tópicos que      interessariam ao seu possível contratador, certo? Como por exemplo, no campo de  experiência profissional – que acaba sendo um dos mais importantes – você  escolhe minuciosamente as palavras e como colocar cada uma delas.

O mesmo acontece com as suas atividades extracurriculares. Para quem não sabe  ou ainda tem dúvida no que colocar nesse campo, eu explico.

Atividades extracurriculares são as atividades que você realiza ou já realizou e  que contribuem para a sua formação pessoal e profissional, sendo um meio de  ampliação do seu currículo. Muitas vezes, essas atividades são um importante  diferencial para que você seja chamado para a entrevista.

Por isso, aqui vão algumas dicas das atividades extracurriculares que são bem  vindas no currículo e quais podem pegar mal se forem incluídas.

Praticar esportes

Deve ser mencionado evidentemente em casos de cargos totalmente relacionados à prática de esporte, como por exemplo, Instrutor de Academia. Em outras hipóteses, esta informação deve ser reservada somente para a entrevista, em um momento e contexto adequado. Por exemplo, nos momentos finais da autoapresentação, quando o candidato é solicitado pelo selecionador para falar de si mesmo.

Participar de grupos artísticos (teatro, dança, música, entre outros)

Exceto em casos de cargos totalmente relacionados à área, tais como atores, dançarinos, músicos,  apresentador de televisão, radialista ou outras atividades relacionadas à arte, esta informação deve ser reservada apenas para a entrevista e mencionada como um hobby que auxilia no desenvolvimento pessoal. Mas isso apenas em um  momento oportuno e quando solicitado.

Ser síndico do prédio

De uma maneira geral não deve ser incluído. Agora, se o candidato possui poucas experiências e houve uma atuação importante que foi realizada neste papel e que demonstre efetivamente atitude empreendedora e capacidade profissional do candidato, pode ser mencionado por pessoas de certos perfis profissionais, que buscam posição de supervisão ou gerência operacional, mas que ainda não têm experiência formal neste nível.

Participar de atividades religiosas

Da mesma forma como a resposta anterior, poderia ser mencionada apenas em casos onde o candidato tem pouca experiência, e também caso tenha tido alguma atuação bastante relevante dentro do contexto. Caso contrário, a atividade não deve ser mencionada. Também, neste quesito específico, isso só seria indicado se o candidato souber que o contratante também é da mesma religião. No caso de o candidato desconhecer a religião do contratante, é fortemente recomendado não utilizar estas informações, pois ele pode sofrer discriminação por parte de alguns no mercado. No entanto, caso seja uma atividade voluntária voltada à comunidade e promovida pela instituição religiosa, que independa da religião em si, pode ser mencionada como complemento, no final do currículo.

Participar de grupos de escoteiros

Depende. Se o candidato é escoteiro há muitos anos, desenvolveu-se bastante dentro do grupo e ocupa um cargo de líder, talvez possa ser relevante caso esteja em busca de um cargo de supervisor. Se ele é um jovem escoteiro, também pode ajudá-lo na busca do seu primeiro emprego, quando ainda não tem experiências formais no mercado, nem experiência acadêmica. Deve ser mencionado exaltando pontos relevantes da atividade e como ela auxilia no desenvolvimento pessoal e em habilidades relevantes para atuação na função específica desejada.

Participar de associações de bairro

É praticamente o mesmo caso que o daqueles que atuaram como síndicos, uma vez que o papel na associação seja de liderança ou envolva aprendizagem de habilidades realmente relevantes para o mercado – por exemplo, compras, contas a pagar, gerenciamento de equipes e de algum projeto. 

Praticar atividades voluntárias em asilos, creches, etc.

Sim. Pode ser mencionado, mas como um dos últimos ou mesmo o último item do currículo, com pouco destaque, para não parecer autopromoção. Tal informação é válida, principalmente quando a cultura do empregador envolve integração de equipe por meio de trabalho voluntário voltado à comunidade.

Estar envolvido em algum partido político

Não. Aqui vale praticamente a mesma regra que aquela dita anteriormente para a atividade religiosa. No entanto, aqui, o risco de sofrer discriminação é muito maior e, portanto, não mencione.

Ser sindicalista

Não. Aqui também vale a mesma regra anterior.

Ter feito cursos que não são ligados à área de atuação/interesse

A princípio não, a não ser em raríssimas exceções que só podem ser analisadas caso a caso, como, por exemplo, um curso excepcionalmente bom e relevante, mas não relacionado diretamente à área de interesse atual. Mesmo assim, o melhor é que cursos como estes sejam mencionados apenas na entrevista, dentro de um contexto adequado, caso seja solicitado.

Fazer um bico

Não. No entanto, cabe distinguir totalmente o “bico” de atividades como freelancer ou autônomo, que, se desempenhadas com regularidade, constância e consistência na área em que o profissional pretende atuar, sem dúvida devem ser mencionadas.

Cozinhar bem

Se o profissional está se candidatando a uma vaga nesta área, sim, mas de maneira estritamente profissional. Caso contrário, jamais.

Ter experiência internacional/intercâmbio

Sim, em especial para jovens profissionais os intercâmbios culturais devem ser mencionados. Já para quem tem mais experiência, se o profissional tiver vivência profissional no exterior em sua bagagem, mencionar isso é ganhar pontos com os selecionadores, especialmente em cargos em que o idioma estrangeiro seja necessário ou a vivência no exterior traga um aprendizado técnico ou uma formação específica.

Fazer iniciação científica

Sim, e principalmente para quem busca carreira acadêmica ou para jovens profissionais. Quem já tem experiência de mercado deve preferir focalizá-la.

Prêmios acadêmicos

Sim para jovens profissionais em busca de suas primeiras oportunidades na área em que querem atuar e em que se formaram. Para quem já tem mais experiência, pode não fazer sentido, a não ser que os prêmios permaneçam realmente relevantes para a carreira buscada, principalmente se for uma carreira acadêmica.

Participar/ter participado de grêmios estudantis ou centros acadêmicos

Pode ser mencionada apenas quando o jovem, ainda sem experiência profissional, está buscando formular conteúdo de sua vivência para incluir no currículo, com informações sobre, por exemplo, as principais realizações em sua vida acadêmica que possam ser relevantes para a futura vida profissional.

Apresentar palestras e seminários

Apesar de ser um bom conteúdo, o difícil é arrumar espaço no currículo especialmente reservado para esta informação. Pode ser mencionado de passagem na descrição do resumo de experiências do profissional.

Ter Blog/Fotolog

Depende. Se o cargo estiver ligado, por exemplo, à área de redação, pode ser bastante relevante. Ou ainda se o blog for voltado para assuntos específicos da área de atuação, em que o candidato demonstra sua expertise na área. Também pode ser mencionado para perfis de candidatos da área de criação publicitária, desde que o blog esteja voltado à sua produção profissional. No entanto, é muito arriscado apresentar um blog com erros de português, mal escrito ou que seja utilizado como um diário. Pode depor contra.

Ter feito uma empresa júnior na faculdade

Mesma coisa que prêmios acadêmicos e participação em grêmios. Somente para o perfil de jovens, nas circunstâncias já descritas. Para perfis com mais experiência, a própria experiência de mercado é que deve falar mais alto.

Ter experiência como dona-de-casa

Exceto se o cargo for operacional e relacionado a atividades de limpeza e manutenção de escritórios, é melhor omitir, pois poderá gerar preconceito por parte de alguns selecionadores, por mais que a dona de casa seja uma excelente administradora das questões domiciliares. Há que se levar em consideração que os currículos, de uma maneira ou de outra, são comparados lado a lado. Currículos com essa informação podem perder terreno para aqueles que apresentem exclusivamente informações sobre experiências profissionais formais.

Liderar alguma das atividades acima

Depende de qual atividade. Algumas podem ser mencionadas no CV, como a liderança em alguma atividade voluntária, por exemplo. Outras podem ser mencionadas em contexto adequado, se solicitadas em entrevista por meio de perguntas como “em que situações de vida você já atuou como líder?”.

Aproveite essas dicas e boa sorte!

Como fazer um bom currículo?

Você já deve ter lido centenas de textos e guias sobre como elaborar um bom currículo, mas aqui estão algumas dicas que com certeza são novas para você e vão ajudar a deixar seu currículo ainda melhor!

Primeiro é importante que você saiba quais são os principais objetivos de um currículo:

1. Atrair a atenção do RH

Em meio a milhares de currículos que o selecionador de RH recebe todos os dias, fazer com que ele se interesse exatamente pelo SEU currículo é o primeiro passo.

2. Manter o selecionador interessado na leitura

Após despertar o interesse do selecionador de RH pelo seu currículo, você precisa fazer com que ele continue querendo ler seu currículo até o fim.

3. Ser convocado para a entrevista

Após o selecionador de RH ter lido totalmente o seu currículo, você só será convocado para a entrevista se o selecionador tiver tido uma boa impressão e gostar do que leu. Se suas experiências estiverem condizentes com seus objetivos profissionais, se o currículo está bem escrito, sem erros de português, entre muitos outros fatores que vou comentar neste post.

Pensando nisso, desenvolvi uma forma bastante prática para construir um bom currículo.

Primeiramente vamos dividir o currículo em duas partes:

  1. Identificação, dados pessoais e dados de contato
  2. Dados de formação e da sua vida profissional

A primeira parte é bem simples e fácil. Vamos deixar o nome sozinho, numa linha e escrevê-lo com fonte número 12.

Abaixo do nome colocaremos os outros dados, divididos em duas colunas, uma alinhada à esquerda e outra à direita. Vamos utilizar aqui fonte número 10.

Faça uma linha de divisão entre a parte 1 e 2 e vamos agora para a segunda parte.

Comece a segunda parte com seu Objetivo Profissional. Ele deverá estar sozinho na linha e ser escrito com uma fonte maior do que a do seu nome. Vamos utilizar aqui o tamanho 14 para fonte.

Agora, vamos subdividir estes próximos textos em cinco grandes grupos, sendo eles:

  • Grupo 1:  Principais Qualificações
  • Grupo 2: Formação e Experiências profissionais
  • Grupo 3: Idiomas, cursos e informática
  • Grupo 4: Prêmios, viagens e trabalhos voluntários
  • Grupo 5: Observações ou Informações Adicionais

Relembrando os três objetivos que o currículo precisa atingir e fazendo um paralelo com o que já dissemos até agora:

As informações do Grupo 1  servem para atrair a atenção do selecionador para o seu currículo e criar nele a vontade de continuar lendo.

Os outros grupos (de 2 a 5) são relacionados ao objetivo número 2, que é manter a atenção do selecionador, e a ordenação destes grupos serve para apresentar as informações de acordo com a relevância de cada assunto. As informações mais relevantes aparecem primeiro. Com isso, continuamos mantendo a atenção do selecionador para a leitura total do currículo.

Por fim, a informação que estiver contida no currículo e a forma como esta foi escrita é que despertará, ou não, o interesse do selecionador para chamá-lo a uma entrevista presencial.

Veja no gráfico abaixo uma ilustração que demonstra a estrutura básica de um currículo:

Imagem Post - 2014

 

Coloque no Grupo 1 seus pontos mais fortes, pode ser sua formação, ou uma de suas experiências profissionais, ou um prêmio importante, uma viagem, enfim, qualquer coisa que esteja muito alinhada com o seu objetivo profissional e que seja muito relevante para o cargo pretendido.

Já nos grupos 2, 3 e 4, você pode alterar a ordenação das informações que estão dentro de cada grupo. Por exemplo, no Grupo 1, se você tiver pouca experiência profissional e uma boa formação, deixe a Formação em primeiro lugar e a experiência em segundo. Já, se você tiver mais idade e sua experiência profissional for bastante relevante, coloque as experiências profissionais primeiro e só depois, a sua formação acadêmica.

Faça o mesmo com os outros grupos, ordene-os internamente de acordo com as suas informações mais relevantes.

Com um currículo bem estruturado suas chances para ser convocado para a entrevista, aumentam.

Foi chamado?

Parabéns!

Seu currículo cumpriu a sua função.

Agora aproveite este encontro presencial com o selecionador, se venda corretamente e conquiste seu novo emprego.

Boa sorte!

;-)