Os primeiros passos antes de buscar emprego

Acredite: ver o copo meio cheio é sempre a atitude preferida por quem contrata ou seleciona candidatos para um emprego.

Lidando com a família

É sempre mais confortável buscar emprego enquanto se está empregado. Só que nem sempre é assim que as coisas acontecem. Mas se você está sem emprego, temos uma boa notícia: a maioria das pessoas já passou por isso e no final conseguiu um emprego.

Então, o primeiro passo é colocar a cabeça no lugar e ter consciência de que procurar emprego é um processo pelo qual todo mundo passa ou já passou um dia.

Veja os primeiros passos que sugerimos para antes de você começar sua busca pelo novo emprego. Mesmo que muitos possam pareçam óbvios, te ajudarão muito a vencer os desafios.

Coloque a cabeça no lugar!

Se praticamente TODO MUNDO já passou por isso alguma vez na vida, buscar emprego não deve ser um bicho de sete cabeças! E não é mesmo! Portanto, a primeira coisa a fazer é procurar pensar e agir sempre racionalmente e positivamente, o que leva às próximas dicas.

Fuja da acomodação e faça atividades físicas

Cuidado com a acomodação física que acontece com muita gente que está sem emprego. Acordar tarde e não praticar nenhuma atividade física pode atrapalhar na disposição que você precisa para os desafios que vêm à frente. Einstein disse uma vez: a vida é como andar de bicicleta: para ter equilíbrio você tem que se manter em movimento!

Então, procure fazer caminhadas ou alguma atividade física de sua preferência. Mantenha seu corpo em movimento. Trinta minutinhos por dia ou a cada dois dias já ajudam muito e não consomem muito seu precioso tempo.

Tenha uma boa alimentação

Prefira alimentos mais saudáveis, menos gordurosos. Quem sabe não é uma ótima hora para perder aquele peso em excesso, ou simplesmente se alimentar melhor se o seu peso já estava controlado. Fuja dos excessos.

Cultive pensamentos positivos

Acredite: é natural que o momento possa envolver emoções negativas. O melhor a fazer é controlar a ansiedade e evitar tais emoções. Sim, é fácil falar, mas como fazer?

Comece se concentrando em todas as coisas boas que você já fez como profissional, e como já superou muitos desafios na vida. Este é somente mais um desafio! Nenhum de nós é perfeito, mas com certeza, todos podemos encontrar vários motivos para nos orgulhar daquilo que fazemos. Você também! Use sua experiência de vida para superar as emoções negativas e manter sua autoestima lá em cima!

Por outro lado, busque sempre novos aprendizados na sua área. Informe-se, leia artigos sobre sua área, busque atualização em pontos que você acredita que pode trabalhar melhor.

Você pode escolher dois jeitos de ver as coisas: entender que o copo está “meio cheio” ou que está “meio vazio”.

Alguns profissionais acreditam que omitir o fato do desemprego aos seus filhos é o mesmo que protegê-los da situação que um dia eles também poderão enfrentar. Mas lembre-se: todo mundo já passou por isso alguma vez ou vai passar por isso. Simplesmente é um fato que pode fazer parte da vida de qualquer profissional.

Não se iluda: esse tipo de omissão é prejudicial para todos. Seus filhos poderão não entender as economias que terão que ser feitas. Momentos como esse são justamente os mais apropriados para transmitir valores e senso de responsabilidade aos filhos. No futuro, eles poderão se confrontar com situações semelhantes. Portanto, aproveite e permita a eles, desde já, que observem a forma sábia com que você lida com isso.

Lembre-se de que o desemprego é algo que pode acontecer com qualquer profissional, mesmo levando em conta sua boa atuação. Não se sinta diminuído diante de seus filhos. A maior capacidade está em resolver problemas, pois estes não avisam antes de surgir e não acontecem apenas com alguns, mas com todos.

Como funciona o processo de contratação

Como falamos em artigo anterior do nosso Manual da Recolocação Profissional, para buscar um emprego com mais eficiência e competitividade que os outros candidatos, é interessante saber que o processo todo é dividido em partes, e conhecer cada parte dele. Assim, antes de começar a buscar trabalho, é muito importante conhecer um pouco mais sobre as etapas que envolvem o processo de recrutamento e seleção das empresas.

Surgimento da vaga

Com a necessidade de preencher uma vaga em uma empresa, o departamento de recursos humanos dá início ao processo de recrutamento e seleção, que é concluído com a contratação de um profissional adequado ao perfil desejado. Veja como este processo está dividido:

Recrutamento

Há várias maneiras para as empresas recrutarem candidatos – isto é, atraírem profissionais para seus processos de seleção. Currículos previamente recebidos, indicações, publicação da vaga em aberto em anúncios em jornais, na Internet em sites de emprego, nos sites e redes sociais das próprias empresas, entre outros. Após certo período, começam a chegar os currículos dos profissionais interessados na vaga. Nesse momento, os profissionais de Recursos Humanos iniciam a triagem desses currículos, escolhendo aqueles que passarão para o processo de seleção.

Portanto, para se ter sucesso nesta etapa, você precisa que seu currículo:

  • Seja visto pela empresa;
  • Desperte o interesse do selecionador para que ele chame você para a próxima etapa: a seleção.

Seleção

Após a empresa identificar os candidatos adequados ao perfil da vaga, começa a fase de seleção. Essa etapa pode variar de acordo com cada empresa e cada vaga, podendo incluir:

  • Entrevistas iniciais;
  • Dinâmicas de grupo;
  • Provas situacionais;
  • Testes e avaliações;
  • Entrevista com o gestor da área da vaga em aberto (requisitante ou cliente interno).

Para ter sucesso nesta etapa, você precisará:

  • Comunicar corretamente seus conhecimentos, habilidades e atitudes nas entrevistas iniciais;
  • Destacar-se nas dinâmicas de grupo, provas, testes ou avaliações;
  • Conquistar a confiança dos selecionadores e do seu futuro gestor na entrevista final.

Negociação

Após a fase da seleção, normalmente a empresa já decidiu qual candidato foi aprovado. Neste momento, inicia-se a última fase do processo, a da negociação, entre o candidato aprovado e a empresa.

Nesta fase, você precisa formular sua pretensão salarial da maneira mais realista possível. Para isso, você deve:

  • Ter consciência de suas necessidades futuras;
  • Compreender corretamente quais são as exigências da vaga;
  • Estar em sintonia com o mercado (médias salariais praticadas, cenário econômico, etc.)

Contratação

Havendo entendimento entre empresa e candidato, ocorre a contratação.

Voltamos a dizer que este processo se parece muito com uma corrida de obstáculos. Você só passará com êxito para a próxima etapa se for bem-sucedido na etapa anterior. Nossa intenção é que as orientações dos nossos posts do Manual da Recolocação Profissional possam auxiliar você a ultrapassar todas estas barreiras com sucesso. Uma vez superados todos os obstáculos, PARABÉNS! Você foi o vencedor e receberá como prêmio a contratação.

A importância de conhecer a si mesmo

Antes de começarmos a trabalhar no processo de busca por um emprego, recolocação profissional ou mesmo transição de carreira, você tem uma tarefa muito importante a cumprir: conhecer bem a si mesmo!

A partir de agora você será o centro das atenções de todo este processo. O autoconhecimento será importantíssimo para que a sua procura por emprego ou transição de carreira ocorra sob seu controle, da melhor e mais suave maneira.

Essa importante instrução já nos foi passada há muito tempo por grandes filósofos e pensadores. Sócrates disse: “Conhece a ti mesmo”. Por sua vez, Confúcio afirmou: “Pobre daquele que não se conhece. Jamais poderá conhecer os outros verdadeiramente e terá dificuldades de reconhecer-se nos relacionamentos com seus semelhantes”.

Mas infelizmente muitos atravessam boa parte da vida sem se conhecer profundamente. O não conhecimento de si mesmo poderá prejudicar seu desempenho no processo de recolocação.

Você realmente acredita que se conhece? Se sim, maravilhoso! Mesmo assim, invista um pouco mais de tempo nessa tarefa e reflita novamente. Vale a pena! Provavelmente você descobrirá muitas coisas novas. Para ajudá-lo nesta tarefa, oferecemos a seguir uma maneira simples para conhecer um pouco mais sobre esse importante, complexo e maravilhoso ser: você!

Exercício de reflexão para autoconhecimento
Em uma folha de papel, relacione os tópicos abaixo e as suas respostas a cada um deles. Não pulo esta tarefa nem tenha pressa! Leve o tempo necessário para que fazer uma reflexão consistente sobre tudo o que está escrevendo.

  • Minhas crenças
  • Meus medos
  • Meus pontos fortes, minhas qualidades
  • Meus pontos a melhorar
  • Meus desejos
  • Aonde quero chegar
  • Como pretendo chegar

Depois de descrever estes pontos, volte e releia-os, um a um. Reflita sobre cada um deles, vendo se realmente representam a realidade. Perceba que, nesse momento, você provavelmente estará sozinho. Portanto, evite enganar a si mesmo, seja sincero e honesto. Após ter revisto o que você escreveu, questione-se sobre os tópicos, lembrando que:

Crenças
São um fator limitador. Verifique se algumas delas podem ser revistas de maneira a ampliar suas chances de recolocação no mercado de trabalho.

Medos
Assim como crenças, medos também impõem limites. Verifique também se todos os seus medos são realmente bem fundamentados e se você pode eliminar alguns deles.

Pontos fortes e qualidades
Pontos fortes aparentemente contam a nosso favor, mas cuidado! A excessiva autoconfiança sobre eles também pode ser prejudicial no processo de recolocação profissional.

Pontos a melhorar
Estes são aqueles pontos que você identifica como seus pontos fracos, representando tudo aquilo em que você acha que deve se aprimorar. O que você está esperando para iniciar seu aprimoramento pessoal? Também neste item, planeje melhorias em você mesmo, com metas, objetivos e os modos de alcançá-los. Isto, sem dúvida, aumentará suas chances de uma recolocação profissional mais rápida.

Desejos
Ao mesmo tempo que os desejos movem você para frente, podem fazer com que você desperdice algumas boas oportunidades. Ter os desejos fora de sintonia com a sua realidade também poderá prejudicá-lo no processo de recolocação profissional.

Saber aonde quer chegar
É um ponto muito importante, pois representa o norte que irá guiar a sua vida e a busca por seu novo emprego. Sem este rumo, você ficará à mercê do mercado, sem perspectivas e, em breve, provavelmente, estará novamente insatisfeito com seu emprego.

Como você pretende chegar ao seu objetivo
Como já falamos em artigo anterior, é subindo degrau por degrau que se chega ao topo de uma escada. Lembre-se que o primeiro degrau, muito embora mais próximo do chão, é o primeiro passo para se chegar ao topo. Tenha seu objetivo e, principalmente, a forma como alcançá-lo muito bem sincronizados com sua realidade atual.

Tenha em mente também que, para acompanhar as mudanças do mercado de trabalho, é importante que você esteja aberto às oportunidades mais adequadas que surgirem durante sua busca pela realização pessoal e profissional. Portanto, mantenha-se aberto a mudanças em sua vida, em seu modo de encarar sua profissão e em você mesmo.

Listamos quatro etapas importantes para ajudá-lo a realizar mudanças:

1. Perceber, sentir e compreender o atual momento
2. Querer realmente realizar mudanças
3. Perceber, sentir e compreender qual a finalidade dessas mudanças
4. Agir de acordo com a consciência adquirida nas etapas anteriores

Incomode-se, não se acomode, pois a humanidade só cresceu, modificou coisas e criou outras quando se sentiu incomodada.

Após ter realizado este exercício e analisado as oportunidades de mudanças, você talvez tenha concluído que realmente já se conhecia muito bem. Excelente! Mas talvez tenha tido a oportunidade de reavaliar alguns pontos e, provavelmente, já se sente melhor preparado para dar início ao seu processo de recolocação profissional.

Caso perceba que está num momento de baixa autoestima e encontrar dificuldades para dar prosseguimento aos próximos passos – em que irá relacionar suas habilidades, qualidades e aptidões -, aconselha-se procurar a ajuda de um especialista. Profissionais como os psicólogos, por exemplo, estão aptos a auxiliá-lo em seu autoconhecimento, requisito fundamental nessa etapa de sua vida.

Por onde começar a busca pelo emprego?

É importante perceber que procurar emprego é como uma corrida de obstáculos, em que você precisa vencer cada obstáculo, cada dificuldade, para poder prosseguir. Quem conquista o emprego conseguiu vencer todos os obstáculos. Para isso, você precisa aprender a trabalhar bem com ferramentas que ajudam a superar cada obstáculo nesta corrida.

A melhor maneira de começar essa busca é você compreender que deve ir por partes no processo e entender cada parte dele.

Em outras palavras, o importante é perceber que há uma série de pequenos desafios a serem vencidos em vez de enxergar todo o processo como um único e gigante desafio, que poderá parecer impossível ser superado. Resumindo: não importa o tamanho da escada, ela pode ter 100 ou 1.000 degraus, para se chegar ao topo dela é necessário subir um degrau de cada vez.

Então vamos por partes!

Veja aqui um resumo de cada parte do processo e uma previsão das ideias que iremos abordar daqui para frente:

Preparação para o processo
Coloque a cabeça no lugar!
Conheça você mesmo e o mercado
Cuide da sua imagem pessoal e nas redes sociais

Elaborando seu material de divulgação
Currículo e cartas de apresentação
Apresentação pessoal

Divulgando você mesmo
Na rede de contatos
Diretamente às empresas-alvo
Na Internet
Cuidados nas redes sociais

Participando de processos seletivos
Dicas para entrevistas
Participando de dinâmicas de grupo
Testes e avaliações

Analisando a oportunidade oferecida
Local de trabalho
Responsabilidades e atribuições x remuneração

Negociando a futura remuneração
Sua pretensão salarial
Atribuições da vaga x mercado
Promoções e plano de carreira

Consegui o emprego! E agora?

Até o próximo post. Não perca!

Novo Manual da Recolocação Profissional

É com muito prazer que apresento a você, leitor do nosso blog, o novo Manual da Recolocação Profissional da Curriculum.

Sou Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum, onde lidero há 18 anos o desenvolvimento de soluções de Recrutamento e Seleção para empresas, bem como soluções de Recolocação Profissional para candidatos que buscam novas oportunidades profissionais, tendo me tornado um profundo estudioso destes temas durante todo este período.

O novo manual tem como objetivo auxiliar o profissional brasileiro no momento da busca por um novo emprego, oferecendo informações indispensáveis sobre cada etapa deste processo.

Entendemos que o momento do país pede ações que auxiliem os profissionais em busca de novas oportunidades, neste cenário atual difícil e delicado, com o desemprego em alta.

Muito embora a busca pelo emprego e a busca por candidatos sejam coisas distintas, estão totalmente relacionadas e interligadas. Uma atividade afeta diretamente a outra, e conhecer bem um lado é fundamental para entender bem o outro.

Além do mundo físico e do currículo impresso a Internet trouxe novos caminhos que precisam ser bem compreendidos e utilizados. A boa compreensão destes caminhos é extremamente importante e necessária para se conquistar os objetivos desejados.

O novo manual será de grande utilidade para o candidato conhecer melhor todos estes meios e processos da busca por um novo emprego, aprendendo como se destacar dos seus concorrentes, aumentando suas chances de se recolocar utilizando as melhores e mais adequadas práticas para cada etapa do processo.

O manual manterá o conteúdo essencial original de sua primeira versão, mas trará muitas novidades com tudo o que aprendemos ao longo de todos estes anos. Desta vez ele não será lançado de uma única vez, mas em “fascículos” em uma série de artigos que vão compor o conteúdo integral a cada semana.

Fique conosco e acompanhe nosso manual artigo a artigo, post a post.

Desde já desejo muito sucesso e boa sorte para você!

O novo Manual da Recolocação Profissional é uma publicação da Curriculum.com.br, escrito e dirigido por Marcelo Abrileri, com apoio de Luís Fernando Bicudo. A versão original de 2002 contou com a colaboração de Mouro Hollo, consultor e especialista em Recursos Humanos.

Erros na elaboração do currículo podem ‘minar’ busca por emprego

Falta de informação e problemas com a gramática são erros comuns.
Candidatos devem ficar atentos para não perder oportunidades.

O número de pessoas que estão procurando emprego esta cada vez maior e conseguir se diferenciar entre tantos candidatos pode ajudar, em muito, na hora de encontrar uma oportunidade. De acordo com o IBGE, 9,5 milhões estão sem emprego no país neste ano.

É nesse momento que entra a importância de apresentar um bom currículo. O problema é que as pessoas acabam se prejudicando ao cometer erros, como colocar poucas informações ou não se atentar a erros de gramática.

O currículo funciona como um cartão de visitas. É o primeiro contato entre a empresa e o candidato e, por isso, deve sempre causar uma boa impressão. Então, é necessário ficar atento para algumas dicas.

Contato:
Uma delas é a falta de informação para contato. Mesmo sendo essencial para o contratante se comunicar com o candidato, ainda tem muita gente que esquece de informar nome, endereço, número do celular ou o e-mail.

Um outro problema é ficar repetindo competências e não priorizar o desenvolvimento das experiências adquiridas durante o trabalho anterior. Candidatos também devem ficar muito atentos aos erros de português. Esses são indisculpáveis levando em consideração os corretores ortográficos disponíveis em qualquer computador ou na internet.

Apresentação:
O cuidado com a apresentação é outro fator importante. Folhas coloridas e extravagantes devem ser evitadas. O bom currículo segue um ditado comun: “de que menos é sempre mais”. Auto-elogio e chavões também são prejudicais, pois dão a impressão de propaganda enganosa.

Não ser cansativo:
O candidato deve se atentar também em não ser cansativo. Contratantes geralmente têm pouco tempo disponível, por isso, o material deve ser sucinto, sem muitas páginas e apresentar as informações principais.

Suas informações:
Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, o coach de carreira Gabriel Campos mostrou algumas outras sugestões. “Em termos de segurança, você não [deve] colocar as suas informações em qualquer lugar. O linkedin [rede social com dados profissionais] falando da área profissional e mundo coorporativo é o mais recomendado”, escxlarece.

Para o estudante de publicidade Thiago Caparroz, que procura uma vaga no mercado há dois anos, já perdeu a conta de quantos currículos enviou. Segundo ele, as dicas vão ajudar bastante na hora de procurar uma nova oportunidade. “Vai dar uma boa melhorada no meu currículo”, acredita ele.

Fonte: G1

 

 

Estas 7 perguntas podem medir a sua inteligência emocional

Inteligência emocional é um recurso fundamental para ser contratado e promovido em qualquer área ou nível hierárquico.

Uma pesquisa da consultoria TalentSmart mostrou que o QE (Quociente Emocional) de um profissional pode ser até mais importante para seu sucesso do que o celebrado QI (Quociente de Inteligência).

Segundo o estudo, cerca de 90% dos funcionários mais bem avaliados pelas empresas têm uma boa gestão de suas emoções. Apenas 20% daqueles com desempenho insatisfatório são dotados de tal característica.

Mas como saber se você tem um nível satisfatório de inteligência emocional – ou se ainda precisa investir mais no desenvolvimento dessa competência?

Para Harvey Deutschendorf, especialista em inteligência emocional e autor do livro “The Other Kind Of Smart” (Amacon, 2009), o desafio de medir essa competência é considerável.

Não à toa, diz ele, muitos recrutadores fracassam ao tentar avaliar qualidades como autoconsciência, autocontrole e empatia em candidatos a vagas de emprego.

“Muitos [headhunters] recorrem a seus instintos ou impressões subjetivas”, escreve Deutschendorf em artigo para o site da revista Fast Company. “Qualquer pessoa esperta já aprendeu a parecer inteligente do ponto de vista emocional numa entrevista, mesmo que não o seja realmente”.

Para ajudar profissionais de RH e candidatos, o especialista propõe 7 perguntas decisivas para medir essa competência num processo seletivo. O questionário não esgota as possibilidades de avaliação e pode ser adaptado. Confira a seguir:

1. O que mais incomoda você nas outras pessoas?
Deutschendorf sugere que a pergunta seja direcionada para o ambiente profissional, isto é, que o candidato fale sobre chefes, subordinados ou colegas de trabalho que o irritavam em seu emprego anterior. 

A resposta contará muito sobre como você percebe e julga o comportamento das outras pessoas. Ao descrever como tentou conviver de forma pacífica com quem o incomoda, você ainda dará pistas sobre como entende o efeito do seu próprio comportamento sobre os demais.

2. Como foi um dia na sua vida em que tudo deu errado?
Não basta responder com um longo relato de um jornada difícil. É preciso falar sobre o impacto dos acontecimentos sobre as suas emoções e, sobretudo, como você lidou com o caos e a frustração.

Você se martirizou por causa dos problemas e culpou os outros? Ou você se concentrou em procurar soluções? O objetivo desta pergunta é avaliar os mecanismos de resiliência do candidato, isto é, seu jogo de cintura diante de situações incertas e imprevisíveis.

3. Pense num colega de trabalho que virou seu amigo. Por que vocês se dão tão bem?
Quem nunca ouviu o ditado “Diz-me com quem andas e te direi quem és”? De fato, os relacionamentos interpessoais que construímos dizem muito sobre nossa forma de ser. Mas também há muita informação por trás da nossa própria percepção dessas relações.

Ao fazer essa pergunta, o recrutador pode identificar como o candidato se enxerga e o que valoriza nas outras pessoas. Quem descreve um relacionamento baseado no bom humor – a não ser que ele seja sarcástico ou agressivo – ganha pontos na visão de Deutschendorf.

4. O que você poderia ensinar às outras pessoas?
Sim, esta pergunta é bastante vaga e aberta. Mas justamente por isso ela pode suscitar reações tão reveladoras. O headhunter deve prestar atenção aos detalhes: como a pessoa usa expressões faciais, tom de voz e linguagem corporal para transmitir uma ideia ou conceito?

“Um candidato inteligente emocional assumirá a responsabilidade de se fazer compreender”, escreve o especialista no site da Fast Company. “A oportunidade de compartilhar seu conhecimento é empolgante para ele, não o induz ao estresse e exige habilidades de comunicação que esta pessoa adora exercitar”.

5. Pense numa pessoa que você admira. Por que ela é digna do seu respeito?
A ideia aqui é identificar os seus modelos de comportamento. O objeto do seu fascínio é uma pessoa extrovertida ou reservada? Trata-se de alguém com pensamento estratégico ou movido por suas intuições?

Não há resposta certa ou errada. Em alguns casos, o candidato falará sobre alguém com quem ele se identifica pessoalmente; em outros, mencionará uma pessoa que possui exatamente as características que lhe faltam. A resposta será ainda mais rica se incluir o que o entrevistado acha que tem em comum com a pessoa de que gosta – e também quais defeitos enxerga nela, apesar de sua admiração.

6. Do que você sente mais orgulho em sua vida? Por quê?
Esta questão permite avaliar a imagem que você faz de si mesmo, e também a importância que atribui ao julgamento alheio para o seu bem-estar.

Deutschendorf chama a atenção para um detalhe especialmente sintomático: o candidato dá crédito a outras pessoas pelas suas realizações ou descreve a si mesmo como um “herói” autossuficiente? Às vezes as conquistas são realmente individuais, afirma ele, mas pessoas com inteligência emocional não ignoram a importância do apoio de familiares, amigos e colegas para seu sucesso.

7. Se tivesse a sua própria empresa, que tipo de pessoa contrataria e por quê?
A pergunta permite avaliar as qualidades que você valoriza em outros profissionais, bem como a sua própria forma de se relacionar em equipe.

Variáveis ligadas à inteligência emocional poderão ser medidas no modo como o profissional descreve seus métodos favoritos de trabalho em grupo, os tipos de personalidade que mais o atraem e seu estilo de liderança, diz Deutschendorf. 

Fonte: Exame

 

Ainda não tem um plano de carreira? Veja 6 dicas para elaborar o seu

Plano de carreira é conhecido como um benefício dado pela empresa a seus funcionários. Com ele, o profissional pode saber por quais etapas passará na hierarquia corporativa e quanto tempo ficará em cada uma delas, além das competências esperadas dele.

Mas, segundo especialistas em RH consultados pelo UOL, essa ideia formal do que é um plano de carreira está caindo em desuso.

“Essa visão, de entrar na empresa como estagiário e sair presidente, é obsoleta, fora de moda”, afirma a especialista em coaching Fernanda Dall’Anese. “Às vezes acontece de trilhar um caminho brilhante e chegar a esse ponto, mas é raro. O mais comum é se acomodar, achar que a empresa vai resolver a carreira dele e se decepcionar”.

Isso está ligado às mudanças no mercado de trabalho. Se o objetivo profissional de gerações anteriores era ganhar uma chance em uma grande empresa e construir uma carreira sólida e estável, os novos profissionais querem mais mudanças.

Eles passam menos tempo em cada companhia e estão mais dispostos a riscos, aceitando trabalhar em empresas novas, menores ou mesmo abrindo o próprio negócio.

Mesmo assim, o planejamento é visto como um passo importante para atingir os objetivos que deseja. “Se você não planeja o que fazer para chegar lá, a chance diminui e o caminho fica mais aleatório”, diz Lucia Costa, especialista em gestão de carreira da Stato, empresa de recursos humanos.

Veja a seguir dicas de como desenvolver esse planejamento.

Qual é o meu objetivo?

 

O primeiro passo para estabelecer seu plano de carreira é identificar o que gostaria de fazer e aonde quer chegar. Isso envolve tudo, como profissão, tipo de trabalho, nível hierárquico e mercado que pretende atender.

“Tem de criar um cenário com possibilidades lá na frente. Não que vá conseguir tudo o que quer, mas não existe plano sem saber aonde almeja chegar”, afirma Lucia Costa.

O que eu sei?

O passo seguinte é analisar o que já possui ou foi conquistado. Como Lúcia Costa diz, uma série de perguntas vão ajudar nessa hora. “Olhe para dentro. Qual é a sua idade? Que cursos fez? O que sabe fazer? No que é bom? O que gosta de estudar? Que línguas fala? Valoriza mais a vida profissional ou pessoal?”

A construção do plano de carreira será um caminho do que se tem hoje para o que se deseja.

Quanto tempo dura meu plano?

O plano de carreira pode ter diferentes durações. Pode ser de curto, médio ou longo prazo. Cada um vai definir o que é melhor para si.

Para quem nunca fez um plano, começar por um de curto prazo é sempre mais fácil. Essa também é a melhor opção para quem está começando a carreira, porque um objetivo próximo é mais real e atingível.

O ideal, porém, é que o plano contenha metas de longa e curta duração.

O que eu preciso?

Definido o objetivo e o que se tem, é preciso identificar o que é necessário para alcançá-lo.

“Às vezes precisa juntar dinheiro para pagar um curso. Entrar em fóruns, grupos ou comunidades na internet para se inserir no assunto que não domina. Mudar um comportamento. Pode ser trocar de empresa, porque precisa passar por uma maior, ou estudar uma nova língua”, diz Lucia Costa.

Nesse momento, conversar com profissionais mais experientes ou mentores pode ajudar. Principalmente com aqueles que estão aonde você quer chegar.

Consigo alinhar meu plano com a empresa?

 

Muitas empresas oferecem um plano de carreira aos seus funcionários. Alinhar o seu plano ao da empresa pode ser uma vantagem.

Para isso, é possível compartilhar seu plano com chefes ou mesmo o RH. Eles podem, então, ajudar em alguns objetivos. Por exemplo, se o seu plano de carreira passa por morar em outra cidade ou país, ela pode proporcionar isso.

Estou no caminho certo?

Para Lucia Costa, o plano de carreira é uma trilha a ser desbravada e não um trilho de trem. “Existem diferentes caminhos para se atingir um objetivo”, afirma. Ou seja, não é porque você se espelha em alguém que terá exatamente a mesma carreira daquela pessoa.  E, mesmo com um plano traçado, desvios de rota são naturais.

Fernanda Dall’Anese sugere parar 30 minutos por semana para refletir sobre a carreira e os rumos que está tomando, se estão de acordo com os planos e o que pode ou deve ser feito de maneira diferente.

Fonte: UOL

6 vantagens competitivas que as mães têm no trabalho

Num mundo ainda mal adaptado ao ingresso das mulheres no mercado de trabalho, a velha discussão sobre como conciliar maternidade e carreira continua atual.

No ano passado, a presidente da PepsiCo fez barulho ao dizer que o velho dilema feminino está mais vivo do que nunca.

“As mulheres fingem que podem ter tudo, mas não podem”, afirmou Indra Nooyi, à frente da multinacional desde 2007. “Se você perguntar às minhas filhas, não tenho certeza se elas dirão que tenho sido uma boa mãe”

Chocante para alguns, a declaração é apenas realista na opinião de Vivian Serebrinic, diretora de inovação em produtos para América Latina da Samsung.

Mãe de dois meninos, hoje com 9 e 11 anos, a executiva admite que “nunca existe um equilíbrio perfeito” e que a mulher “sempre sente que está faltando em algum lado”.

Vantagens competitivas
O primeiro filho de Vivian chegou quando ela trabalhava como gerente de comunicação na Ambev. Na época, a notícia foi motivo de grande ansiedade. “Como tantas outras, eu não sabia se continuaria crescendo profissionalmente”, afirma a diretora da Samsung.

A história se repetiu com Luciana Batista, sócia da Bain & Company. O nascimento de suas duas filhas coincidiu com o ápice de sua carreira – a segunda chegou justamente quando ela foi promovida a sócia da consultoria.

Apesar dos receios, Vivian e Luciana dizem que a experiência lhes trouxe uma lição valiosa: a de que maternidade agrega novas competências, e não só em casa.

Veja a seguir alguns diferenciais competitivos das mães no ambiente de trabalho, compilados por elas e outras executivas ouvidas por EXAME.com:

  1. Elas administram melhor o tempo
    Para conseguir passar o máximo de tempo possível com seu filho de cinco anos, Debora Nitta, vice-presidente de planejamento da agência WMcCann se tornou muito mais objetiva e pragmática.

“Aprendi a gerir melhor o tempo e, com isso, me tornei muito mais produtiva”, conta a publicitária. “Hoje entro mais cedo, saio mais cedo e faço muito mais coisas do que conseguia antes de ser mãe”.

  1. Elas enxergam a dimensão real das dificuldades
    Luiza Souza, diretora de marketing da Tupperware, diz que a maternidade também lhe trouxe a capacidade de ver os problemas exatamente do tamanho que são.

“Ganhei muito mais foco no que importa, e deixei de supervalorizar a gravidade de alguns momentos do dia a dia profissional”, conta.

  1. Elas têm ideias “arejadas”
    Vivian Serebrinic, diretora da Samsung, comenta que os filhos também a ajudam a tirar a cabeça do trabalho – o que serve como um ótimo estímulo para a criatividade.

Segundo a executiva, a maioria das inovações surge quando se está fazendo algo completamente distinto do trabalho. Ocupar a cabeça com as crianças, garante ela, é um dos seus segredos para pensar de forma original quando volta ao escritório.

  1. Elas se adaptam à personalidade de cada um
    Luciana Batista, sócia da Bain & Company, diz que aprendeu muito sobre relacionamento e gestão de pessoas com suas duas filhas. “Elas se mostraram completamente diferentes desde muito cedo, uma mais tranquila e a outra mais agitada”, explica.

No trabalho, Luciana ganhou mais flexibilidade e jogo de cintura. Segundo ela, a experiência lhe ensinou uma lição muito clara: em vez de usar a mesma abordagem com todos, é melhor se adaptar a cada personalidade presente na equipe.

  1. Elas escutam (de verdade)
    Graças ao convívio com seu filho, Debora Nitta, da WMcCann, diz que aprendeu a ouvir – uma habilidade tão preciosa quanto rara no mundo do trabalho.

Com os ouvidos abertos, a publicitária diz que se tornou mais empática, generosa e atenta às necessidades de pares, funcionários e clientes.

  1. Elas têm coragem
    “Ser mãe é algo que realmente tira você da sua zona de conforto”, afirma Vivian Serebrinic, da Samsung. “Tudo é um choque, no começo, da necessidade de trocar fraldas à vivência do primeiro banho do bebê”.

Mais surpreendente ainda, relembra a diretora da multinacional, foi perceber que ela era capaz de cumprir a missão. “Quando você percebe que dá conta de um desafio desse tamanho, tudo muda, inclusive no trabalho”, conclui.

Fonte: Exame

 

Entrevista de emprego testa candidato com questões esquisitas; responda bem

Nos processos seletivos de emprego, é natural que os candidatos se preparem para responder a perguntas clássicas durante a entrevista. Mas o que fazer quando o selecionador utiliza questões esquisitas e fora de contexto como, por exemplo, “quão sortudo você é e por quê?”

A consultora de RH da Luandre Juliana Araújo explica que, para evitar respostas parecidas e escapar da mesmice, alguns recrutadores reinventaram um roteiro de perguntas inusitadas e indecifráveis para que a espontaneidade e a criatividade do candidato surjam com mais particularidade.

“Essas perguntas permitem identificar com mais propriedade os talentos que possuem uma visão mais empreendedora, inovadora, flexível, movidos por desafios, criativos, que tenham mentes abertas e transformadoras.”

A estratégia do entrevistador, neste caso, consiste em colocar o candidato numa situação de pressão e, com isso, avaliar a sua habilidade em responder um questionamento improvável e a pensar e agir “fora da caixa”.

“Não há respostas certas nem erradas. Tudo vai depender do tipo de perfil que a empresa busca para ocupar uma determinada vaga e para integrar a uma equipe.”

Esse tipo de roteiro, segundo Juliana, é bem mais disseminado em empresas jovens e dinâmicas como start-ups, e-commerces e empresas de tecnologia, mas grandes companhias também trazem em seu repertório perguntas desta nova modalidade.

Mesmo não havendo uma resposta correta, o entrevistador pode interpretar a explicação do candidato como positiva ou negativa. Diante de perguntas relacionadas à crença como “você acredita no Pé Grande?”, o headhunter do site Recrutando.com Luiz Pagnez diz que o melhor é fornecer respostas neutras.

“Pode dizer que até o momento não tem conhecimento de nenhuma prova científica da existência ou não do Pé Grande”, diz. Neste caso, segundo o especialista, um exemplo de resposta negativa seria: “Não acredito e acho uma grande besteira”.

Estratégia também serve para ‘quebrar o gelo’

De acordo com a gerente de orientação de carreira da Cia de Talentos Bruna Tokunaga Dias, o grande objetivo do recrutador, durante a entrevista, é conhecer o candidato.

Assim, ele poderá fazer perguntas para descontrair, descobrir pontos de vista, saber sobre suas crenças, valores, gostos e ideias que não estejam relacionadas às situações do trabalho.

“Nos EUA é proibido fazer perguntas sobre a vida pessoal. Por isso, algumas questões podem servir como forma de ‘quebrar o gelo’. Um comportamento extremamente formal pode ser tão desconcertante quanto uma pergunta sem resposta como ‘quantas bolas de basquete cabem nesta sala? ‘”, diz Bruna.

A especialista ressalta que para tais perguntas não existe resposta pronta. Segundo ela, neste tipo de questionamento, é possível que o entrevistador queira saber de que forma o candidato consegue analisar a situação, como ele constrói o raciocínio para a resposta e se tem jogo de cintura para lidar com diferentes abordagens.

A gerente sugere que o candidato tente se colocar no lugar do selecionador, caso seja surpreendido por uma situação diferente em uma entrevista. “Seja espontâneo e procure pensar com a cabeça do entrevistador.”

Fonte: UOL