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Procurar trabalho é um trabalho

O jeito mais correto de buscar um emprego é encarar essa atividade como um trabalho: é necessário um expediente, um local de trabalho e rotinas diárias para acompanhar ou executar o andamento de todo o processo.

Dedique seu tempo como um expediente

Quanto mais tempo você dedicar ao seu processo, mais chances você terá. Para quem está sem emprego no momento, o ideal é 8 horas diárias, 40 horas por semana. E sim, você pode fazer seus intervalos. Eles podem ajudar a estimular sua criatividade, energia e autoestima. No mais, o expediente ajuda você a ter seu tempo para as providências na busca de emprego e ter seu tempo para o convívio em família e as atividades sociais de lazer, que também é muito importante manter.

Mas atenção: empregue a energia correta nesse tempo, planejando corretamente como você utilizará o tempo para cada atividade.

Planeje uma rotina diária

Devem fazer parte da sua rotina diária contatos com pessoas que podem ajudar a chegar mais perto do emprego, reuniões com estas pessoas, ligações para empresas-alvo, buscando oportunidades, envio de currículos e cartas de apresentação, dentre outras tarefas. É uma verdadeira campanha de marketing, em que o produto que você está vendendo é você mesmo!

Rotinas e armadilhas a evitar

No seu expediente em busca pelo emprego, você pode ter intervalos programados, mas evite distrações em excesso. Ligar a TV ou ficar nas redes sociais e na Internet podem ser grandes vilões. Evite gastar muito tempo com eles durante seu expediente na busca por um trabalho.

O segredo para ter uma carreira – e não só um emprego

Tédio: como driblar o marasmo de um trabalho que não exige nada além de um pacote de tarefas?

Emprego é uma fonte de renda, carreira é uma fonte de realização.

É com essa distinção simples que a coach norte-americana Laura Berman Fortgang chama a atenção para o alto risco de se acomodar atrás de um crachá.

A maioria das pessoas tem apenas um emprego, diz ela. “Elas enxergam o trabalho como forma de subsistência, sem a expectativa de acumular sucessos por meio dele ao longo do tempo”.

Autora de livros como “Living your best life” (“Vivendo a sua melhor vida”), da editora Putnam, Laura acredita que poucos de fato perseguem uma carreira – isto é, uma série lógica e harmônica de empregos que culmina num objetivo ou realização maior.

Pacote de tarefas

Não que haja um caminho “certo” ou “errado”, observa a coach. Mas a atitude mais imediatista cobra seu preço no futuro.

“Se você não traça estratégia alguma para a sua vida profissional, dificilmente trará algum impacto para sua empresa, indústria ou setor de atuação”, diz Laura. “Isso pode ser um motivo de grande frustração para os mais ambiciosos”.

Mas como perceber a tempo que você não está pavimentando uma carreira? O sinal é simples e claro: o trabalho se define como um pacote de tarefas.

“Você sabe que só tem um emprego quando, depois de um certo tempo, começa a se sentir pouco desafiado e é recompensado apenas por cumprir o que é esperado”, diz a especialista.

A saída para o marasmo

É claro que nem sempre a questão se resume a uma escolha, diz Fortgang. Certas circunstâncias da vida – de crises econômicas a problemas pessoais – podem ameaçar estratégias de carreira meticulosamente planejadas.

Mas há um antídoto simples para tempos difíceis: agarrar-se à sua vocação profissional.

“Cada pessoa nasceu para fazer algo, isto é, ostenta uma competência única, que a diferencia das demais”, afirma a especialista. O segredo está em aplicá-la no trabalho.

Se você é, por natureza, um mediador de conflitos, um planejador talentoso ou um gênio com números, por exemplo, é preciso exercitar essa habilidade de alguma forma – mesmo que isso não seja exigido pela sua função.

Além de trazer satisfação e motivação, aplicar os seus dons no cotidiano é uma forma de subverter a pobreza do tal “pacote de tarefas” e, assim, fazer um investimento a longo prazo na sua carreira.

Segundo Laura, é preciso “manter o olho no prêmio”, isto é, lembrar que você está trabalhando para investir em si mesmo, ganhar experiência, fazer contatos e desenvolver competências.

“É claro que você precisa se doar ao seu emprego, mas também tirar dele os recursos necessários para chegar aonde quer”, resume a especialista.

Por Claudia Gasparini / Fonte: Exame.com